25/08/2026 18:09:00

Flávio Bolsonaro se irrita com perguntas sobre verba do fime 'Dark Horse': "Vocês vão parar no tempo?"

Redação RedeTV!

Perícia apresentada por produtora aponta R$ 75 milhões em gastos, mas não anexa recibos

Foto: Reprodução/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou na noite desta segunda-feira (24) que não é o responsável por prestar contas sobre o financiamento do longa-metragem "Dark Horse". O parlamentar deu a declaração após ser questionado sobre o cumprimento da promessa de apresentar o contrato entre a produtora do filme e o banqueiro Daniel Vorcaro. As informações são do g1.

O pré-candidato havia prometido em maio que divulgaria a prestação de contas em um prazo de 30 dias. Na ocasião, vieram à tona gravações nas quais o político pedia R$ 61 milhões ao proprietário do Banco Master para financiar o projeto sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Passados mais de três meses da declaração inicial, o filho do ex-presidente sustentou que a empresa Go Up Entertainment já apresentou os dados contábeis. Segundo o congressista, o relatório financeiro consta em apuração que tramita na Justiça do estado de São Paulo.

“Não houve recuo nenhum. Eu vi a prestação de contas no g1. Dá um Google vocês no g1. A prestação de contas tá lá na matéria do g1 dizendo que a produtora gastou mais até que recebeu de investimento [de Daniel Vorcaro]. A prestação de contas foi feita dentro da investigação que está acontecendo em São Paulo e a própria imprensa vazou. Da minha parte eu digo, não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula, porque fez reuniãozinha escondida com Augusto Lima e o Vorcaro”, disse Flávio Bolsonaro.

A apuração citada pelo parlamentar refere-se a um laudo contratado pela própria defesa da empresária Karina Ferreira da Gama. O documento aponta gastos de R$ 75,1 milhões na produção do filme, porém não traz recibos, notas fiscais ou a comprovação da origem dos valores movimentados no país.

Diante do questionamento de repórteres sobre a ausência de comprovantes fiscais no relatório da produtora, o entrevistado criticou a abordagem jornalística durante a agenda pública promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

“Gente, olha só, vocês vão parar no tempo? O Brasil tá lambendo em chamas, todo mundo endividado, Brasil quebrado... e vocês querem insistir com uma relação privada, de um filme privado que não tem partilha pública de nada? Não adianta, vocês não vão me colocar na mesma página pública desse cara. Não vão me colocar. Hoje o governo Lula é que deve explicações. Vão cobrar explicações dele”, afirmou.

A dona da Go Up Entertainment é alvo de inquérito policial e do Ministério Público paulista. Os investigadores apuram se recursos de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, destinado à instalação de internet na periferia, financiou a obra cinematográfica.

A empresária nega irregularidades e sustentou em depoimentos que 90% dos custos da obra foram viabilizados por Vorcaro como intermediador. O financista foi preso sob a acusação de causar um prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.

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