17/03/2026 21:20:00 - Atualizado em 17/03/2026 21:23:00

Caminhoneiros discutem paralisação nacional após alta do diesel

Redação Rede TV!

Reivindicações incluem ICMS, pedágios e cumprimento do piso do frete

(Foto: Agência Brasil)

Caminhoneiros voltaram a pressionar o governo federal e passaram a discutir a possibilidade de uma paralisação nacional diante da alta no preço do diesel. A categoria avalia que as medidas anunciadas para conter o impacto do combustível não tiveram efeito prático.

A mobilização ganhou força nesta segunda-feira (16), após assembleia realizada no Porto de Santos (SP), onde lideranças do setor autorizaram a organização do movimento. A data ainda não foi definida, mas há grupos que defendem o início ainda nesta semana.

A articulação reúne tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas vinculados a empresas de transporte. Um comunicado com as demandas da categoria deve ser enviado ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (17).

Na última semana, o governo anunciou medidas para reduzir o impacto do diesel, incluindo a isenção de PIS/Cofins, a criação de uma subvenção para baixar os preços nas bombas e ajustes na fiscalização. No entanto, um reajuste posterior anunciado pela Petrobras, segundo representantes do setor, reduziu o alcance das ações.

Caminhoneiros também afirmam que parte dos benefícios não chegou ao consumidor final e apontam falhas na fiscalização da cadeia de distribuição. “Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras de outra forma”, afirmou Wallace Landim, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores).

Entre as principais reivindicações estão a redução coordenada do ICMS pelos estados, maior controle sobre os preços do combustível, revisão de pedágios e cumprimento do piso mínimo de frete.

A mobilização é liderada principalmente por caminhoneiros autônomos, mas entidades do setor avaliam que o movimento pode ampliar a adesão para outros segmentos, como motoristas de aplicativo e transporte escolar.

Apesar da possibilidade de paralisação, representantes da categoria afirmam que mantêm diálogo com o governo, incluindo a Casa Civil, em busca de uma solução que evite a interrupção das atividades.

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