Vice-prefeita é afastada por desviar R$ 41 mil para amarração amorosa no interior de São Paulo
Redação/ RedeTV!Promotores descobriram plantões duplicados e contratação de médicos por meio das redes sociais
(Fonte: Reprodução/ Redes Sociais)
A vice-prefeita e ex-secretária de saúde de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, teve o seu afastamento do cargo mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) sob a acusação de fraudar licitações e desviar R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde. O dinheiro público teria sido utilizado para contratar um serviço de "amarração amorosa".
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que a investigada usou os recursos para financiar um "casamento espiritual" com Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de saúde. O propósito do desvio era afastar o funcionário, que é casado, de sua esposa para manter um relacionamento extraconjugal.
A defesa da política ingressou com um habeas corpus para tentar reverter as decisões impostas pela Comarca de Apiaí. Os advogados alegaram a existência de constrangimento ilegal e classificaram as restrições vigentes como “desnecessárias e desproporcionais”.
A servidora cumpre o afastamento das funções no município do interior do estado de São Paulo desde 4 de agosto de 2025. A cautelar também proíbe o seu acesso à prefeitura, às secretarias e o contato com as testemunhas.
A Promotoria detalhou que a verba do erário foi inicialmente recebida pela empresa W. F. Da Silva Treinamentos Ltda., que possuía contrato com a administração municipal. Posteriormente, os valores foram repassados para uma vidente.
O dono da prestadora de serviços, Willian Felipe da Silva, e o coordenador de saúde também foram denunciados por participação no suposto esquema. As suspeitas começaram após um vereador identificar dois comprovantes de pagamento publicados no Instagram pelo perfil “Mentora Samantha”.
Um dos documentos bancários, de R$ 6 mil, constava em nome da gestora afastada. O outro comprovante somava R$ 41,6 mil e tinha como destinatária a empresa terceirizada.
O Ministério Público encontrou outros indícios de desvios na área da saúde e passou a investigar todos os contratos da companhia com a prefeitura. A apuração descobriu que o município realizava pagamentos duplicados para médicos plantonistas contratados via WhatsApp, sem formalização.
A empresa investigada possui sede em uma residência de pequeno porte em Curitiba, no estado do Paraná. O órgão ministerial apontou que a firma não tem experiência na área médica e suspeita que ela opere como uma intermediária para repasses ilícitos.
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