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Teve medo de fazer letra para pessoas pensarem

Do funk ao rap, Mc Carol faz protesto em nova canção: "Pobre é torturado e rico tem sala vip"

Redação/RedeTv!

(Foto: Reprodução/Instagram)

"Sete da manhã, muito tiro de meiota, mataram uma criança indo pra escola..." Assim começa o primeiro refrão da nova letra de MC Carol. A funkeira não colocou silicone, nem fez lipoaspiração. Não fez procedimentos estéticos, é fora do "padrão". Com apenas 22 anos, MC Carol é diferente das funkeiras que os brasileiros estão acostumados. 

Conhecida pelos hits "Tô usando crak"; "Minha vó tá maluca"; "Meu namorado é mó otário" e "Bateu uma onda forte", Carol lançou recentemente "Delação premiada", mais rap do que funk, pode ser considerada uma denuncia à violência policial no Brasil.

MC Carol resolveu falar da realidade que as estatísticas escondem, lembrando do caso do pedreiro Amarildo e do dançarino DG. "Estou feliz com a repercussão. Em três dias foram 300 mil visualizações e só críticas positivas", contou ela ao jornal "Extra".

(Foto: Reprodução/Instagram)

A carioca conta, que teve medo de fazer as pessoas pensarem em vez de descerem até o chão. "Tive muito medo de fazer letras em que denuncio o que o favelado sofre, de cantar algo que nem combina com festa", disse. 

Desde pequena, a moradora do Morro do Preventório, em Niterói, no Rio de Janeiro, sempre debateu com professores. Em "Delação Premiada", ela volta a citar questões sociais e raciais. "Não assisto noticiário, entendo pouco de política. Fiz a letra numa madrugada. Mas é claro que preto e pobre é torturado e rico tem sala vip para depor", desabafou. 

Do funk "proibidão", Carol conseguiu alcançar com a sua última canção o posto de "porta-voz" da minoria. "Tem menina que se inspira em mim. E nem acho que sirvo de inspiração, contou ela ao dizer que não se considera feminista. "O movimento tem muitas regras", disparou. 

Ouça a letra de "Delação Premiada": 

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