Filha de Solange Couto relembra abuso após encontro com agressor em livraria
Publicada:17/03/2026 20:50:00
Redação RedeTV!
Produtora cultural afirmou que o autor fugiu do local ao ser reconhecido por ela

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
A escritora Morena Mariah, filha da atriz Solange Couto, revelou nesta terça-feira (17) ter reencontrado um homem que a abusou sexualmente na vida adulta. O episódio ocorreu na última segunda-feira (16), durante o lançamento de um livro em uma livraria no Rio de Janeiro.
A produtora cultural detalhou que o encontro aconteceu após dez anos do crime, enquanto prestigiava um evento do amigo Alexandre Coimbra. Na ocasião, a ativista notou que utilizava a mesma peça de roupa de seu aniversário de 25 anos, em 2016.
"Ontem enquanto curtia o lançamento do livro de um amigo querido, estive frente a frente com o homem que abusou de mim na vida adulta."
A especialista afirmou que outras três mulheres relataram abusos cometidos pelo mesmo indivíduo e chegaram a formar um grupo para avaliar uma denúncia formal. O processo não avançou por falta de provas materiais ou testemunhas nos casos relatados.
"Curiosamente eu vestia ontem a mesma peça vermelha que vesti no meu aniversário de 25 anos em 2016, uma das últimas vezes que estive com ele", contou.
A influenciadora relembrou que, ao expor os abusos pela primeira vez há uma década, enfrentou ameaças e descrença por parte do público. A vítima destacou que um dos episódios de violência envolveu um familiar e o outro ocorreu dentro de um relacionamento afetivo.
"Esse homem, depois de mim, abusou de, pelo menos, mais três mulheres que me procuraram e formaram um grupo comigo anos atrás para avaliar se deveríamos abrir uma denúncia."
A umbandista ressaltou que encontrou suporte em sua religiosidade para lidar com os ataques sofridos na época da exposição na imprensa. Mariah pontuou que o agressor deixou o local do evento assim que percebeu sua presença no ambiente.
"Desistimos porque, em todos os casos, não há testemunha ou provas. É a nossa palavra contra a dele. Ontem eu estava bem, vivendo a minha vida, festejando uma alegria de alguém que estimo e vi esse homem, um covarde, sumir do espaço público quando me viu."
A profissional encerrou o desabafo reafirmando sua força diante do trauma e a confiança na justiça espiritual, mencionando que não sente vergonha.
"Ele sabe o que fez. Eu, por minha vez, sempre soube quem eu sou e como ajo, não senti um milímetro de medo ou vergonha. Não tenho do que me envergonhar, não tenho do que me esconder."
[Alerta de gatilho: este texto aborda abuso sexual e violência contra mulheres. Caso você se sinta emocionalmente impactada(o) por este conteúdo ou esteja passando por algo semelhante, procure apoio. Você pode ligar para o 180, canal de atendimento à mulher, disponível 24 horas por dia e gratuito.]
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