Vocalista do Cone Crew diz ter sido vítima de racismo em voo
Publicada:18/02/2016 10:41:00
Redação/RedeTV!

(Foto: Reprodução/Instagram)
O rapper Batoré, vocalista da banda Cone Crew, usou seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (17) para contar que sofreu um ato racista por parte de uma aeromoça de uma companhia aérea.
Para fazer o relato, o músico compartilhou uma imagem em que aparece sendo abordado por dois agentes da Polícia Federal e, segundo ele, sendo convidado a se retirar do voo com o argumento de que representava uma ameaça para aeronave.
“Fui expulso de um voo da Avianca por uma aeromoça que agiu de forma bem racista, falando que eu era uma ameaça. Sem motivo ou argumento que justifique tal conduta. A Polícia Federal foi chamada (três agentes armados) para me expulsar do Avião. Palmas. Racistas”, escreveu ele na legenda.
Em apoio ao rapper, o comediante Vitor Sarro compartilhou a história em sua rede social e também contou ao jornal Extra que o músico estava usando um fone de ouvido durante o embarque, antes da confusão.
"Falei com a mulher dele, a Diana, e ela me contou que o Batoré estava usando um fone de ouvido durante o embarque, na hora em que a aeromoça pediu aos passageiros que desligassem os seus celulares. Ele não estava com o celular ligado, mas estava usando um fone de ouvido e não deve ter ouvido a aeromoça falar. Logo em seguida, chegaram dois policiais dizendo que a aeromoça relatou que ele era uma ameaça", contou Vitor à publicação.
Ele disse ainda que o rapper ficou indignado com a situação. "Isso é um absurdo. E ele e a mulher estão horrorizados com o ocorrido. Lamentável, porque não é a primeira vez que isso acontece no nosso país. Os músicos do Melanina Carioca também já passaram por uma situação parecida. Racismo não!".
Em nota à redação, a Avianca destacou que repudia veementemente qualquer ação que viole os direitos dos cidadãos e que despreza todo tipo de discriminação ou manifestação preconceituosa.
A empresa esclareceu também que o cliente em questão foi retirado da aeronave pela Polícia Federal, como é praxe no setor, porque recusou-se a seguir os procedimentos de segurança a bordo, mesmo após repetidas solicitações dos comissários, provocando situação que fere a regulamentação vigente.
Ressaltaram, ainda, que a segurança de seus clientes, funcionários e operações é sua prioridade absoluta.