Violência e trauma: Maíra Cardi relembra passado em cativeiro
Publicada:12/05/2026 17:59:00
Redação RedeTV!
Empresária detalhou abusos sofridos na juventude e motivo do silêncio
(Foto: Reprodução/ Youtube)
A empresária Maíra Cardi revelou ter sido vítima de sequestro e violência sexual aos 19 anos durante entrevista ao podcast Papo Íntimo. Hoje com 42 anos a influenciadora detalhou episódios de abuso vividos na juventude, que incluem um antigo relacionamento e comportamentos invasivos de um ex-patrão em uma emissora de televisão.
“Eu fui parar em cativeiro, fui estuprada, foi bem forte”, declarou.
Ela afirmou que buscou ajuda policial na época após sofrer ameaças e agressões físicas. Segundo o relato, a denúncia foi ignorada pela autoridade de segurança responsável pelo atendimento há cerca de 25 anos.
“O delegado falou: ‘Briga de marido e mulher não se mete a colher’”, revelou a empresária.
A influenciadora explicou que precisou se mudar de São Paulo para o Mato Grosso por questões de segurança. Ela ressaltou que o trauma transformou sua postura e a obrigou a desenvolver mecanismos próprios de defesa. “Foi ali o momento onde, inconscientemente, eu pensei: ou eu faço alguma coisa por mim mesma, ou ninguém vai fazer”, refletiu.
Cardi também descreveu situações de assédio moral e físico que presenciava em seu antigo ambiente de trabalho. De acordo com o depoimento, um diretor de TV costumava tocar o corpo das funcionárias de forma agressiva e pública.
“Ele vinha com as duas mãos no peito e apertava, assim. Na frente de todo mundo”, contou.
A ex-BBB relembrou que o comportamento era naturalizado entre os colegas, o que gerava um sentimento de paralisia nas vítimas. Cardi relatou que, ao tentar confrontar o agressor, sofria invalidação psicológica.
“Eu falei: ‘Eu não gosto disso, eu não quero’. E aí ele me tratava como louca”, recordou.
Hoje casada com o influenciador Thiago Nigro, Maíra justificou o silêncio mantido por décadas devido ao constrangimento causado pelas situações. Ela pontuou que a mudança social atual permite que mulheres exponham tais vivências com maior segurança.
“Hoje em dia, graças a Deus, a gente tem lugar de voz”, afirmou.
[ALERTA: este texto aborda assuntos como estupro, violência doméstica e violência contra a mulher, podendo ser gatilho para algumas pessoas. Caso você se identifique ou conheça alguém que esteja passando por esse problema, denuncie! DISQUE 180]
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