Viih Tube e Eliezer publicam vídeo educativo após acordo com o MPT
Publicada:03/08/2026 11:01:00
Redação RedeTV!
Casal lançou campanha educativa sobre direitos trabalhistas após polêmica

(Foto: Reprodução/Youtube)
Os influenciadores digitais Vitória Moraes, a Viih Tube, e Eliezer do Carmo publicaram neste domingo (2) o primeiro de três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos. A iniciativa cumpre o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro.
A ação ocorre após polêmicas envolvendo o reality show "As Patroas". Na legenda da publicação, os produtores de conteúdo explicam o que caracteriza o trabalho em condições análogas à escravidão e citam irregularidades graves.
"'Ela era praticamente da família'. Essa é a frase mais usada por quem explora trabalhadoras domésticas por décadas para justificar a ausência de salário, férias ou uma jornada de trabalho digna. Mas será mesmo que algum desses empregadores exploraria em condições análogas às de escravidão alguém de sua própria família? Se você reconhece essa história em alguém perto de você, denuncie ao @mptrabalho pelo site: www.mpt.mp.br"
Além do material educativo, o casal pagará R$ 350 mil por dano moral coletivo e apagará os conteúdos do programa. A atração colocava 11 funcionários para disputar provas em troca de prêmios, incluindo a busca por moedas de plástico em vasos sanitários e lixeiras.
O órgão ministerial abriu a investigação para apurar a exposição comercial dos trabalhadores. Em julho, as partes participaram de uma audiência em Barueri, em São Paulo, para formalizar o acordo.
A procuradora Patrícia Mauad Patruni Isotton destacou o caráter pedagógico da medida para a sociedade.
"O acordo é resultado do diálogo entre o Ministério Público do Trabalho e os influenciadores, que demonstraram compreender a gravidade da situação e se comprometeram a reparar os danos causados. Mais do que encerrar o caso, esse é um momento de conscientização, inclusive para o público"
O termo proíbe a produção de conteúdos que exponham trabalhadores a situações humilhantes, mesmo com consentimento. A participação em futuros vídeos exige autorização formal por escrito, sem punições para quem recusar.
A multa estipulada é de R$ 50 mil por cláusula descumprida, mais R$ 5 mil por pessoa prejudicada. Diante da repercussão, a ex-BBB gravou um pronunciamento público nas redes sociais.
“Quero muito pedir desculpas para vocês que se sentiram ofendidos. A gente entende todos os questionamentos, todas as denúncias, tudo que todo mundo falou”
O valor da indenização não irá para os funcionários e abastecerá um fundo público de proteção coletiva. Em outra postagem, a criadora de conteúdo detalhou o veto definitivo de gravações com a equipe da casa.
“Não poderemos mais mostrar/gravar nossa rotina com elas, como um dos ajustes de conduta. Sei que amavam acompanhar e dávamos muitas risadas, mas preferi avisar para que não achassem que a gente que não quer mais gravar algo com elas”
Ela concluiu afirmando que as empregadas continuam na residência e compreenderam o fim do programa.
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