Silvia Buarque revela reincidência de câncer de mama e mastectomia dupla: 'Visão aterrorizante'
Publicada:03/08/2026 19:06:00
Redação RedeTV!
Filha de Marieta Severo e Chico Buarque trata reincidência de câncer de mama após exame de rotina

(Foto:Roprodução/AGNews)
Silvia Buarque, filha dos artistas Chico Buarque e Marieta Severo, revelou ter enfrentado uma reincidência de câncer de mama. A artista passou por uma mastectomia dupla e por um longo processo de reconstrução mamária, conforme contou em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, do O GLOBO, divulgado nesta segunda-feira (3).
A atriz precisou de três anos de tratamento e seis cirurgias até receber alta médica. A descoberta das lesões malignas ocorreu após exames de rotina identificarem a presença de microcalcificações.
"Não se assustem se saírem microcalcificações na mamografia porque, muitas vezes, são benignas. No meu caso, eram malignas. O médico pediu biópsia dizendo que era só para ficar mais tranquilo porque devia ser benigno. Mas... E aí, o pior é isso: o não diagnóstico, a espera, a expectativa, o medo. E, aí, eu não pensei muito. Ginecologista, mastologista e oncologista indicaram a mastectomia. Quando abriram, eram oito microcalcificações. Iam virar um tumor, não tinha outro caminho...", disse.
A remoção total das mamas foi indicada pela equipe médica para conter o avanço das lesões. No entanto, o procedimento de reconstrução apresentou complicações e exigiu novas intervenções cirúrgicas durante o período em que a atriz estava em cartaz no teatro.
"A prevenção foi tirar, cortar o mal pela raiz. Mas foram seis operações, mastectomia total, duas reconstruções. Mas deu errado, e precisei fazer tudo de novo. E durante a peça, que fizemos por dois anos e meio, parando para eu operar, recuperar... Tive uma mãe nessa peça: Guida Vianna. Ela fechava o meu sutiã, viu meu peito em todos os estágios, bonitinhos e horrorosos. Era estranho: uma mulher 16 anos mais velha carregando minha mala no aeroporto", relatou.
Todo o processo cirúrgico ocorreu por meio de plano de saúde privado. A carioca destacou o direito à cobertura dos procedimentos e celebrou o fato de ter preservado a aréola no processo.
"Tenho plano de saúde. Antes, o plano de saúde só era obrigado a cobrir a mastectomia; agora, também tem que cobrir a reconstrução. O SUS cobre mastectomia e reconstrução mamária. Consegui manter o mamilo, o que dá um alento, nos faz reconhecer um pouco o nosso peito. A gente vai vivendo de umas migalhinhas, Maria. O meu peito reconheço um pouco, mas não muito, porque não é uma prótese em cima de uma glândula mamária, mas em cima de um tórax. Claro que estou falando grosseiramente. Vai ter outro nome. Mas uma das piores coisas que vivi foi me ver ao tirar o curativo...", disse.
A artista desabafou sobre o impacto emocional ao encarar os curativos e o medo das cirurgias. A liberação médica para retomar as atividades diárias aconteceu em fevereiro.
"Foi uma visão aterrorizante... Sou uma pessoa muito medrosa, não sou corajosa. Mas não flertei com a morte. Desde o início, ouvia que não ia morrer disso, soube quando acabou. Isso foi determinante, não sei como seria... A gente nunca sabe o quanto aguenta. Vi que aguento uma cruz pesadinha (risos). Mas saber que isso ia acabar foi definitivo para dar um 'sacode'. Em fevereiro, escrevi para o médico: 'Posso ir à sauna?'. Ele respondeu: 'Vida normal'."
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