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Samara Felippo revela o que amigos da filha fizeram após denúncia de racismo

Redação RedeTV!

Artista detalha como ambiente escolar se tornou insuportável para a adolescente

(Foto: Reprodução/Instagram)

Samara Felippo retirou a filha Alicia de uma instituição de ensino em São Paulo após um episódio de racismo ocorrido no colégio nesta quarta-feira (29). A decisão ocorreu em decorrência da hostilidade no ambiente escolar após a denúncia do crime.

A artista relatou que o Colégio Vera Cruz optou pela suspensão das estudantes envolvidas no ato em vez da expulsão. Segundo a mãe da adolescente, as responsáveis pela agressão deixaram a unidade por iniciativa das próprias famílias.

"Elas não foram expulsas, saíram por conta própria. Os pais tiraram elas depois de um tempo", contou ela ao podcast 'Precisamos Conversar'.

A artista afirmou que a jovem passou a ser responsabilizada pelos colegas pela saída das demais alunas. Diante da convivência prejudicada com os amigos, a mudança de escola tornou-se a única alternativa para a segurança da menor.

"Eu já ia tirar a minha filha, porque voltando, ela foi revitimizada. Virou um ambiente hostil para ela, porque os amigos culparam elas pelas amigas terem saído. 'Precisava disso tudo?'", conta.

A profissional de dramaturgia destacou que o debate sobre questões raciais é constante na rotina familiar. De acordo com o relato, a primogênita enfrentou situações semelhantes em outras três oportunidades.

"A Alicia passou mais umas duas vezes. E eu falo: 'filha, não foi a primeira e não foi a última, porque é sobre como a sociedade te vê", lamentou ela.

O caso de injúria racial aconteceu originalmente em 2024, quando duas estudantes danificaram o material escolar da vítima. Elas escreveram ofensas em um caderno e foram condenadas judicialmente à prestação de serviços comunitários.

Na ocasião, a diretoria do estabelecimento de ensino confirmou o roubo das folhas e a gravidade das frases escritas no objeto. A direção alegou ter realizado o acolhimento da família agredida durante o processo de investigação.

"Tomamos conhecimento de uma grave agressão racista entre alunos do 9º ano. Um caderno de uma aluna negra foi roubado, teve folhas arrancadas, uma ofensa de cunho racial altamente ofensiva foi escrita numa das páginas. Desde o primeiro momento, reconhecemos a gravidade deste ato violento de racismo, nomeando-o como tal, e imediatamente foram realizadas ações de acolhimento ao aluno agredido e sua família. Desde então, viemos trabalhando cuidadosamente sobre esse caso e nos comunicando muito intensamente com as famílias de todos os alunos envolvidos".

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