Regina Casé recorda passado amoroso e dispara: "Era a gostosa e passava o rodo"
Publicada:03/06/2026 12:44:00
Redação RedeTV!
Artista de 72 anos relembrou bastidores da novela Cambalacho

(Foto: Reprodução/Redes sociais)
Regina Casé relembrou seus relacionamentos antigos e o impacto dos padrões de beleza no início de sua carreira artística em entrevista divulgada nesta quarta-feira (3) pelo jornal ‘O Globo’. A declaração detalhou a percepção do público sobre sua imagem na época da novela Cambalacho, exibida em 1986.
A artista recordou o sucesso de sua personagem na produção televisiva que impulsionou sua fama nacional. Ela comparou o papel com sua própria vivência pessoal naquele período. “Tina Pepper era engraçada, caricata, mas era gostosa. E pegava o galã. O que era meio parecido comigo”, iniciou.
Ela listou os principais rótulos impostos pela indústria do entretenimento devido à sua aparência física. Ela mencionou a visibilidade recebida na época e comentou sobre as antigas relações amorosas. “Eu era engraçada, inteligente, a que não era bonitinha. Mas eu era a gostosa e passava o rodo. Só não namorei o Michael Jordan, que gostaria de ter namorado”, revelou.
A entrevistada explicou que as exigências estéticas das emissoras de televisão impediam sua escalação para papéis de destaque tradicional. O cenário limitava suas oportunidades profissionais aos programas humorísticos de destaque na década. “Não estava nesse padrão. Eu tinha cara de nordestina. Quais programas fiz quando entrei? Renato Aragão e Chico Anysio... Depois, 'TV Pirata', onde fazia papel de homem o tempo todo”, pontuou.
No entanto, a estrela televisiva celebrou o impacto da maturidade em sua trajetória profissional recente. Ela pontuou que o envelhecimento abriu portas para personagens com maior complexidade dramática: “A idade, para mim, foi muito boa como atriz. Conforme fui amadurecendo, pude fazer uma mãe bonita. Porque a idade já não exige tanto que tenha aquele padrão de cara, de corpo”.
Regina Casé demonstrou preocupação com as atuais cobranças sociais direcionadas ao público feminino. O posicionamento encerrou a análise sobre aceitação corporal e o sofrimento gerado pela exposição digital de corpos reais. “Acho que ainda está confusa a relação de saúde e estética. Primeiro, um padrão muito magro; depois: 'você pode ter o peso que quiser'. Não sinto que chegamos num lugar confortável e sereno para as mulheres. As que estão se expondo fora do padrão, por mais que digam 'me aceito, sou assim mesmo'... isso ainda gera sofrimento para elas”, concluiu.
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