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Defendeu Shakira!

'Não é só falta de dinheiro': Luana Piovani desabafa sobre dores da maternidade solo

Redação RedeTV!

Atriz revelou alívio após filho mais velho morar com o pai, mas citou novas dúvidas

(Foto: Reprodução/Instagram)

Luana Piovani rebateu uma internauta que criticou a cantora Shakira por se declarar "mãe solo" nesta quarta-feira (13). A artista utilizou suas redes sociais para defender a estrela colombiana e detalhar as dificuldades que enfrenta na criação dos filhos, independentemente de sua situação financeira.

A apresentadora argumentou que o acúmulo de capital não anula os desafios emocionais e a carga de responsabilidade envolvida na formação de um indivíduo. A loira ressaltou que a exaustão materna atinge mulheres de diferentes classes sociais.

"Você pode ter dinheiro e se foder no seu maternar. O seu filho pode ficar triste, você pode não saber como tomar as decisões o tempo todo e arcar com todas as responsabilidades da criação de alguém. A gente criar um ser humano, moldar um caráter é muito difícil. A gente cansa exaustivamente." disse a famosa.

A comunicadora aproveitou o desabafo para responder aos comentários frequentes sobre o suporte que recebe do pai das crianças e o pagamento de pensão. Ela relatou episódios de isolamento e incerteza durante o cotidiano com os herdeiros.

"Estou falando isso porque sou muito criticada nas redes. As pessoas falam: 'Ah, mas o Pedro [Scooby, pai dos filhos de Piovani] ama as crianças' e 'Ah, mas você recebe pensão'. Eu não tenho nada a ver com isso. Quantas vezes eu chorei porque tinha que fazer as coisas sozinha e estava exausta ou não sabia como resolver? Eu não tinha com quem trocar, não estava certa se o que eu estava achando era melhor ou pior. Que triste" desabafou a ex-modelo.

A influenciadora criticou a postura da seguidora por considerar que o comentário desvaloriza a luta das mulheres pela independência financeira no feminismo. Para a ativista, vincular a dor da maternidade apenas à pobreza é um equívoco que invalida o sofrimento psicológico.

"Com essa fala, você julga todas as mães solo que são independentes financeiramente, o que é uma luta dentro do nosso feminismo. As mulheres precisam ser independentes para não continuarem se fodendo na mão dos homens. É muito triste isso ver um desserviço desses" disparou.

A paulista reconheceu que a falta de recursos básicos agrava qualquer situação humana, mas reforçou que sua trajetória foi marcada por noites de choro e solidão. Ela citou a falta de um parceiro para dividir decisões escolares e logísticas do dia a dia.

"É claro que, se você não tem dinheiro, nada vai ser bom: maternidade, existência, trabalho... Se você não tem o mínimo de dignidade na vida, ser funcionária não vai ser bom, ser mulher não vai ser bom e a maternidade também não. Agora você não pode limitar e ligar as dores da maternidade solo só a falta de dinheiro. Você está descredibilizando todas as minhas dores, todas as minhas noites noites sozinha chorando depois de ter colocado os meus filhos para dormir por inúmeros motivos: porque eu era chamada na escola; ou o meu filho estava vivendo uma fase super difícil e eu não tinha com quem dividir; eu não tinha quem pudesse ir [a algum lugar específico] porque eu tinha que ir no supermercado..." explicou.

A ex-mulher de Pedro Scooby afirmou que se sentiu aliviada após o filho mais velho, de 14 anos, passar a morar com o surfista. No entanto, ela destacou que ainda enfrenta momentos de dúvida sobre qual caminho trilhar na educação dos jovens.

"Está querendo desqualificar todas as mazelas que eu passei e passo. Não passo mais tanto hoje, porque tive a grandeza de deixar o meu filho mais velho [Dom, de 14 anos] morar com o pai. Então, aliviou. Mas ainda assim me pego, muitas vezes, sem saber como agir, querendo trocar com alguém para poder saber que caminho trilhar; que decisão tomar; como lidar com aquela dor, aquela tristeza, aquela falta que os meus filhos sentem que eu não consigo resolver." revelou.

A profissional finalizou o desabafo alertando sobre a romantização de obrigações paternas básicas no Brasil. Ela lamentou a necessidade de comparar sofrimentos e reafirmou que sua condição social não diminui as angústias da maternidade solo.

"Para mim, isso é uma condição básica de um pai. Mas a gente vive em um país onde metade das crianças, praticamente, não tem o pai na certidão de nascimento, daí o fato do pai amar o filho é 'Uou!'. Tem que ter muito cuidado com isso" pontuou.

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