Mariana Goldfarb rebate críticas de homens sobre feminicídio: "Não somos objeto de uso e desuso"
Publicada:06/03/2026 14:28:00
Redação RedeTV!
Artista rebateu rótulos de "mal-amada" e reforçou que pautas de não violência são fundamentais no cenário atual

(Foto: Reprodução/Instagram)
Mariana Goldfarb utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (6) para rebater comentários feitos por homens sobre feminicídio e violência contra a mulher. Em uma série de vídeos, a modelo criticou a distorção do movimento feminista. O desabafo ocorreu após ela ler interações de internautas que ridicularizam pautas de proteção feminina e o combate à violência de gênero.
"Infelizmente venho acompanhando as notícias que estão saindo sobre toda essa violência, essa misoginia, contra as mulheres e contra as crianças. Junto a isso, venho acompanhando também algumas notícias que reduzem o movimento feminista a um ódio ao homens, e isso é de uma tamanha ignorância e de uma tamanha falácia, que o meu português não consegue alcançar e atingir. Não consigo nem verbalizar", declarou.
A influenciadora também defendeu a importância de compreender os contextos sociais antes de formar julgamentos baseados em preconceitos já enraizados.
"Enquanto ser humano, querer entender os cenários para não ter um preconceito, que foi estabelecido e implementado na nossa cabeça, e julgar. A última coisa que o feminismo prega é o ódio aos homens, não tem nada a ver com isso", afirmou.
Durante o posicionamento, a artista destacou que a luta feminina busca o fim da objetificação e da impunidade em casos de agressão. Segundo ela, a pauta é, acima de tudo, uma questão de sobrevivência.
"A gente não quer ser morta, a gente não quer ser um objeto de uso e desuso, a gente não quer que tudo possa ser feito com a gente sem nenhum tipo de consequência. A gente quer existir", pontuou.
Ao encerrar o desabafo, a modelo criticou quem rotula mulheres que defendem o combate à violência como "amarguradas".
"Sou uma pessoa que tenho meus valores e crenças como todo mundo. Mas estou sempre aberta a escutar, a aprender e a mudar de opinião, porque não acho que sei de tudo e não acho que entendo sobre tudo. Então, dentro de todo esse cenário que a gente está vivendo, não é possível que ainda tenha gente que duvide, que ache que pautas relacionadas a não violência sejam absurdas, sejam uma questão de mulher mal-amada ou amarga/amargurada, quando na verdade a gente só não quer ser morta. A gente só não quer ser morta, cara, pelo amor de Deus", concluiu.
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