Léo Áquilla fala sobre planos de cirurgia íntima que adequará os órgãos genitais à sua identidade de gênero
Publicada:09/04/2026 10:32:00
Redação RedeTV!
Jornalista revelou que problema de saúde impediu o procedimento no passado
(Foto: Reprodução/ PraTu Se Ver)
A apresentadora e jornalista Leonora Áquilla revelou sua identificação como pessoa assexual durante entrevista ao podcast PodShape nesta quarta-feira (8). A declaração ocorreu em conversa com Juju Salimeni e Diogo Basaglia, onde detalhou sua orientação sexual após o fim de um longo matrimônio.
Ela explicou que sua vivência faz parte de um espectro amplo dentro da sigla LGBTQIAPN+. Ela enfatizou que as prioridades e a frequência do desejo variam entre os indivíduos que se identificam com o termo.
"Sou uma mulher trans, mas eu sou uma pessoa assexual", disse ao PodShape, apresentado por Juju Salimeni e Diogo Basagila. "Assexual também é um guarda-chuva, porque tem uma variação enorme de assexuais. Porque não é todo mundo igual. Tem o assexual que gosta menos, menos, quase nada de sexo, porque prioriza outras coisas, o amor...", contou ela.
A artista especificou que se enquadra na demissexualidade. Esta classificação indica que o interesse sexual só se manifesta quando existe um vínculo afetivo estabelecido com o parceiro.
"E tem aquelas pessoas que, assim como eu, tem muito tesão, tem muita vontade. Eu sou furacão, meu amor. Eu tô em erupção a todo momento. Mas eu só consigo fazer sexo se tiver amor. Isso se chama demissexual", comenta.
Além das revelações sobre sua sexualidade, a entrevistada anunciou planos para realizar a cirurgia de redesignação sexual em 2027. O procedimento foi adiado por 15 anos devido a uma condição cardíaca que impediu a intervenção anteriormente.
A profissional relatou que chegou a pagar pela operação na Tailândia no passado, mas precisou recuar por segurança médica. Na época, os riscos anestésicos e a agressividade da técnica clássica foram determinantes para a pausa no sonho.
"Não fiz, porque eu tenho um problema no coração que não me permite. Eu fiz todos os tratamentos. Eu ia fazer com o Dr. Kamol lá na Tailândia. Cheguei a pagar. É o melhor lugar, porque eles têm muita experiência e a estética também é muito bonita, é muito perfeita. Deixa tudo bem bonitinho", revela.
Segundo a jornalista, o quadro de saúde está estabilizado, permitindo retomar o planejamento cirúrgico. Ela destacou que as novas tecnologias médicas são menos invasivas, embora o pós-operatório ainda exija cuidados rigorosos e contínuos.
"Agora é que eu estou retomando, depois de 15 anos, essa história para ver se eu faço em 2027. Não contei isso para ninguém. Agora a técnica é outra, não é mais tão agressiva como era. Desde que eu descobri esse problema no coração, eu venho fazendo tratamento e acompanhamento. Então, estabilizou o problema porque é uma cirurgia que você vai tomar anestesia geral. Além disso, é muito agressiva. O pós-operatório é punk. A dilatação é muito dolorida, é o que todas as meninas relatam. É o que o médico também relata, porque você tem que ficar dilatando três vezes ao dia, dilatando e enfiando um consolo, porque é um lugar que naturalmente quer fechar”.
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