Juliano Cazarré nega acusações de ex-babá e se pronuncia sobre processo de R$ 225 mil
Publicada:27/06/2026 15:36:00
Redação RedeTV!
Defesa do artista nega expediente na madrugada e aponta recusa de acordo com sindicato

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
O ator Juliano Cazarré publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta sexta-feira (26) para negar as acusações de um processo trabalhista movido por uma ex-babá no Rio de Janeiro. A ação foi divulgada pelo colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia.
O artista contesta o pedido de indenização de R$ 225.686,20. A ex-funcionária alega irregularidades como jornadas excessivas, pagamento sem registro, acionamentos de madrugada, acúmulo de funções, impedimento de atendimento médico e assédio moral.
O profissional da dramaturgia afirmou que decidiu se manifestar publicamente por não aceitar injustiças.
“Talvez eu não devesse gravar esse vídeo, mas não aguento injustiça e não sou o cara que fica se escondendo. Não tenho nada para esconder. Vou falar sobre esse processo que está rolando de uma ex-babá contra a Letícia e eu. Ela está alegando que trabalhava horas demais, que era acionada de madrugada, que a gente pagava o salário dela por fora da carteira”, disse ele.
Czarré explicou que a contratação inicial ocorreu com carteira assinada e vencimento de R$ 5.500. Segundo o relato, a própria trabalhadora sugeriu receber sem registro após reclamar dos descontos de impostos no primeiro contracheque.
“Essa moça chegou em casa bem recomendada e pediu R$ 5.500. A gente aceitou pagar. Ela mora longe do Rio de Janeiro e não poderia ir e voltar todos os dias. O que ficou acordado com ela é que ela trabalharia lá em casa de segunda a quinta-feira. A escala dela era quatro por três. Trabalhava quatro dias, ficava três noites em casa e tinha quatro noites na casa dela com a família. A gente assinou a carteira dela com os R$ 5.500 que ela pediu. Só que, quando chegou o primeiro contracheque dela, ela viu os descontos e falou: ‘Não! Não dá! É muito imposto’. Eu sei que é muito imposto”, contou ele.
O casal aceitou a proposta de informalidade para não perder a funcionária no momento em que a esposa do ator precisava retornar ao trabalho.
“Ela falou: ‘Assim não pode ser. Não vou aceitar. Vocês têm que me demitir e pagar o meu salário inteiro por fora durante tantos meses até poder me recontratar e me recontratar pagando menos para eu ter menos desconto e pagando o resto por fora’. A gente não queria fazer isso porque isso nos joga na ilegalidade, mas a gente também não queria perder uma babá, uma pessoa que, enquanto estava trabalhando como babá, trabalhava muito bem. A Letícia estava precisando voltar ao trabalho também. Fizemos o que ela pediu. A forma como ela estava sendo paga foi a forma que ela nos pediu para fazer”, revelou.
O réu declarou que a funcionária dormia em uma suíte localizada na edícula da residência. Ele negou os chamados noturnos e afirmou que a rotina envolvia apenas os cuidados com o filho caçula.
“O quarto em que ela ficava era uma suíte que não fica dentro da casa, fica na edícula. Então ela nunca foi acionada de madrugada e nunca ouviu um choro de criança de madrugada. Se o bebê acordar, sou eu que vou no quarto pegar. Ela tinha duas horas de almoço. Parava de trabalhar ao meio-dia e só voltava depois das duas da tarde. E ela só cuidava do bebê, do Estêvão”, detalhou.
O contratado da televisão descreveu os horários diários de atendimento às outras crianças e o período de descanso da profissional.
“Ela ajudava no café da manhã de todo mundo; às 7h da manhã, eu saía de casa com as crianças para o colégio, depois trazia, lá pelas 15h30, eles do colégio. Ela recebia o Gaspar e Madalena lá pelas quatro da tarde com lanchinho, levava por uma hora e meia da praça, depois era voltar da praça, banho, janta, cama e acabou. Então, ela passava o dia inteiro com o Estevão, que é um bebê que não chora, não dá trabalho e come de tudo. Quando ela chegou lá em casa, a gente já tinha ensinado ao Estêvão os horários de dormir. Se você o larga no berço acordado, ele dorme sozinho a noite toda. Já tinha esse horário de sono depois do almoço, que era quando ela tirava as duas horas de descanso”, complementou.
A respeito da queixa sobre o atendimento médico, o pai das crianças disse que a mulher apresentou justificativas desencontradas após faltar ao serviço por causa de um problema odontológico.
“Daí ela fala que a gente a proibiu de procurar atendimento médico e ela teve uma reação alérgica. Na verdade, ela chegou em casa já dizendo que estava com reação alérgica porque tinha ido ao dentista, que estava com dor e precisava sair. A gente falou: ‘Está bom, não vai ficar com dor, traz atestado’. Daí ela trouxe informações desencontradas, que foi na UPA, mas não esperou o atendimento e não pegou o atestado, e podia descontar (do salário)”, explicou.
A rescisão do contrato foi motivada pela perda de confiança após a ex-babá recusar uma consulta com a dentista particular da família.
“Outras vezes ela já tinha saído por motivos de saúde, não trazia o atestado e falava que podia descontar, mas a gente nunca descontou. Daí a Leticia falou: ‘Se está com problema por causa do dentista, entra em contato com ele’. Ela falou que não tinha como. A Letícia então falou: ‘Amanhã você vai então na nossa dentista’. Ela marcou a consulta, a gente ia pagar. Ela não foi na nossa dentista e mandou mensagem dizendo que tinha encontrado o contato do dentista dela”, relembrou.
O desligamento ocorreu de forma definitiva após episódios recorrentes de atrasos e ausências no início da semana.
“Foi o suficiente para a Letícia falar: ‘Não precisa mais voltar. A gente não consegue confiar que você vai aparecer aqui na segunda-feira’. Porque isso acontecia várias vezes. Chegava segunda-feira, a gente há vários dias com as crianças, precisando trabalhar, às vezes atrasava…”, justificou.
O marido de Leticia Cazarré negou a existência de assédio moral e listou benefícios concedidos voluntariamente, como adiantamento de férias e instalação de aparelho de ar-condicionado.
“Ela não trabalhava quando era Carnaval, fim de ano… Tudo o que ela pediu, a gente deu. Pediu adiantamento de férias antes de ter completado um ano de trabalho, a gente deu. Pediu ar-condicionado no quarto, a gente instalou. Foi uma pessoa sempre tratada não só com respeito, mas com cuidado, carinho e atenção. Nunca ninguém dirigiu uma palavra ríspida ou fez um pedido grosseiro. Tudo foi feito do jeito que ela pediu e agora ela vem com esse processo gigante, pedindo mais de R$ 200 mil. Até eu, que sou mais bobo, quero ganhar isso sem trabalhar”, desabafou.
A nota termina com a revelação de uma tentativa frustrada de conciliação extrajudicial antes da abertura do processo na Justiça.
“Quando ela foi demitida, ela procurou o Sindicato dos Trabalhadores Domésticos e o sindicato ofereceu um acordo para a gente de R$ 8.500. Ela não quis aceitar esse acordo e fez um barulho tão grande que o sindicato pulou fora. Ela arranjou um advogado e fez esse processo. Eu confio na Justiça e a gente tem como provar tudo o que eu falei aqui”, encerrou.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para acessar nosso canal de Entretenimento no WhatsApp