Jornalista relata ofensas homofóbicas por interfone na madrugada "Era algum morador do meu condomínio"
Publicada:30/03/2026 10:25:00
Redação RedeTV!
Apresentador afirmou que o interfone tocou à uma da manhã com insultos

(Foto: Reprodução/Instagram)
O jornalista e apresentador Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, denunciou ter sido vítima de homofobia e perseguição no condomínio onde reside, em São Paulo, neste domingo (29). O comunicador relatou que as ofensas ocorreram durante a madrugada, por meio do interfone de seu apartamento.
"Esse vídeo não tem roteiro. Esse vídeo eu não desabafo. Eu já sofri todo tipo de homofobia, já sofri até ameaças de morte. Mas a gente nunca se acostuma com essas coisas? Ontem, na minha casa, era uma da manhã, meu interfone tocou. Era algum morador do meu condomínio, sussurrando. Primeiro ofendeu minha irmã, que fica no grupo do condomínio para administrar essas burocracias, chamando ela de coisas horrorosas. Não houve nenhuma briga no grupo do condomínio. Não aconteceu nada, não teve nenhuma queixa, não tava tendo festa, não tava tendo nada na minha casa. Antes que alguém já questione também", começou.
O apresentador afirmou que o interfone tocou uma segunda vez com insultos homofóbicos diretos. Ele expressou surpresa com a disposição do vizinho em interromper o próprio descanso para proferir ataques discriminatórios.
"Depois tocou de novo meu interfone. E o interfone teve alguém me chamando de... bichinha! Sim, essa expressão dos anos 80, horrorosa."
Oliveira buscou o síndico do edifício para relatar o ocorrido e cobrar providências legais. O jornalista informou que já acionou sua assessoria jurídica para registrar um Boletim de Ocorrência sobre o caso.
"Eu fiquei pensando como é que eu posso ocupar um espaço tão grande na vida de alguém pra que uma da manhã essa pessoa se dê o trabalho de me interfonar pra me xingar, pra ser homofóbica. É muito triste. Eu já procurei o síndico. Aparentemente ele não queria fazer muita coisa, mas eu tive que lembrar a ele que homofobia é crime, né? Acho muito bom lembrar disso. Já acionei minha advogada, vou ter que fazer um B.O. Tava até pensando em me mudar, mas depois eu pensei, não, eu não posso deitar para homofobia. Que tipo de pessoa seria eu se me acovardasse a essa altura da minha vida?", questionou ele.
O colunista declarou que possui suspeitas sobre a identidade do autor das ofensas e encerrou o desabafo ressaltando o desgaste emocional causado por episódios de intolerância.
"Cansa ser forte. Cansa. Estou exausto. Mas não baixo a cabeça pra esse tipo de preconceito. Sempre bom lembrar: homofobia é crime", afirmou.
"Esse vídeo é pra dizer pra você que eu sei quem é. Eu sei até em que apartamento mora. Mas não vou ter como provar agora. Pra dizer pra você que é muito triste se você me deixar ocupar um espaço tão grande da sua vida. Aliás, se você é dessas pessoas que perseguem outras, procura algo melhor pra fazer. É muito triste ter que lidar com isso. E dói muito, cansa muito ser forte, de ter que lutar contra esse tipo de coisa. Eu estou exausto", encerrou.
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