Jair Oliveira e Luciana Mello cantam para Jair Rodrigues
Publicada:18/05/2014 14:00:00
Redação/RedeTV!

(Foto: Flickr/Virada Cultural SP)
Na madrugada deste domingo (18), o público da Virada Cultural de SP pode conferir o primeiro encontro de Jair Oliveira e Luciana Mello no palco desde a morte do pai, Jair Rodrigues.
Os irmãos fizeram uma apresentação especial e cheia de emoção em homenagem ao cantor, no Palco Júlio Prestes.
A dupla tocou pela primeira vez a música composta durante o velório do pai. Segundo Jair Oliveira, essa foi a melhor maneira que encontrou para lidar com a perda inesperada.
As canções 'Triste Madrugada' e 'Disparada' integraram o show. Seguindo o estilo despojado e cheio de energia de Jair Rodrigues, o tributo contou também com sambas e marchinhas de Carnaval.

(Foto: AE)
Em vez do baterista André Jung e do baixista Ricardo Gaspa, ambos da formação original, a banda se apresentou com o tecladista Johnny Boy, com o baterista Evaristo Pádua e com o baixista Daniel Rocha, de 26 anos, filho de Scandurra. Houve participação também do trompetista Guizado.
Ao contrário de 2013, quando a Virada Cultural custou R$ 11,5 milhões, este ano foram investidos R$ 13 milhões. Apesar do gasto maior, alguns palcos, como o do projeto Piano na Praça, foram retirados a pedido da Polícia Militar, que alegou motivos de segurança.
A imprecisão de informações do mapa oficial da Virada foi um problema para quem quis se programar. Enquanto o mapa distribuído pela Prefeitura dizia o multiartista pernambucano Antonio Nobrega faria um show às 19h de ontem no Auditório Ibirapuera, com participação da Orquestra dos Músicos de Rua de São Paulo, o site da Virada dizia que o mesmo show seria em dois turnos, às 19h e às 24h. Já o serviço de informações do Auditório Ibirapuera informava que o show seria apenas às 24h. As informações sobre a Viradinha também criaram confusão, por não deixarem claro que as 9h de seu início era de domingo, não de sábado.
Assim como no ano passado, o show de abertura do Theatro Municipal na Virada começou com atraso. Prevista para 19 horas, a apresentação de Célia e Arthur Verocai começou às 19h45, após aplausos impacientes da plateia. Os dois artistas releram o disco Célia, de 1972. A cantora pediu desculpas ao público e disse que ela e os músicos chegaram às 15h30. Houve problemas com o microfone de Célia. A voz estava baixa nos cinco primeiros números. Após pedido da plateia, foi aumentada. A cantora estava bem-humorada e com uma banda competente, regida por Verocai.
O set list seguiu a ordem do álbum, além de músicas de outros LPs no bis. Apenas a canção Em Família ficou de fora. Os arranjos de Verocai para músicas balançadas como A Hora é Essa, de Roberto e Erasmo Carlos, estavam idênticos às gravações originais, garantindo a satisfação dos fãs do LP original, cultuado por colecionadores do mundo todo.
O palco Braços Abertos, localizado na esquina da alameda Dino Buenos com Helvétia, no coração da região conhecida como Cracolândia, começou as atividades da Virada Cultural com apresentações de artistas que estão entre os atendidos pelo programa municipal para usuários de crack. O rapper Cauê CS fez uma apresentação empolgante - ele próprio, atendido pelo programa e em processo de redução de uso de drogas.
A plateia era composta sobretudo pela população que vive na Cracolândia. Muitos usuários continuaram fumando crack diante do palco, enquanto usuários e moradores de rua dançavam. "Esse palco é basicamente dos beneficiados pelo programa. Esse movimento de cultura, saúde e cuidado é muito importante", explicou Myres Cavalcanti, coordenadora de Saúde Mental, Álcool e Drogas do município. "Esse evento é para eles, mas desmistifica que o usuário de droga não tem outros interesses".
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(Foto: Montagem)
Além da programação musical, o público da Virada Cultural não poderá perder as barraquinhas de comida de importantes chefes de São Paulo. Eles estarão concentrados no Minhocão.