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Irmã conta que Marília Pêra 'ficou catatônica' após aviso de morte

Redação/RedeTV!

(Foto: Divulgação)

A fotobiografia de Marília Pêra feita em parceria com a irmã chegou às livrarias no dia 22 de janeiro e promete amenizar a saudade dos fãs com detalhes sobre a vida da estrela.  Em entrevista ao jornal Extra, Sandra, irmã de Marília Pêra, contou que a atriz planejava estar presente no lançamento e pretendia dar uma foto sua em vez de assinar cada livro.

À publicação, Sandra também falou das últimas lembranças que tem da irmã, que morreu em dezembro no ano passado. "Tenho todas as lembranças comigo. A mais lindinha de todas aconteceu uma semana antes de ela morrer. Estávamos na sala de casa e, para distrair a cabeça, ela quis ouvir uma entrevista que ela havia dado para a rádio MEC. Fiquei sentada ao seu lado. Ela ficou sorrindo. Vi que aquilo fez um bem e falei para ouvirmos as bases do CD que ela estava gravando. Marília estava cantando lindo, baixinho... Ficamos ouvindo, conversando, fazendo planos", diz. "No domingo anterior à morte, ela teve muita vontade de comer uma maminha (risos). Fomos a uma churrascaria, e ela comeu maminha, polenta e ainda bebeu cerveja", complementou.

Um dos episódios mais amargos, segundo relatou Sandra, se referem à luta de Marília contra o câncer. A irmã recorda que, após uma tomografia, o médico responsável pelo tratamento da atriz disse que ela teria seis meses de vida.

"O médico disse isso para ela sem que ninguém perguntasse. 'Você já parou para pensar na sua finitude? A partir de agora, você vai sentir muita falta de ar, vai perder os movimentos de não sei onde. Você tem seis meses de vida'. Ela ficou catatônica e nunca mais voltamos lá. Marília falava comigo: 'Ele precisava dizer isso?'. E ficou se perguntando: 'Então, eu vou morrer em abril? Em abril?'. Eu dizia que não, que ele era limitado. Sofremos muito juntas. Foi uma sentença. O cara que estuda os tumores precisa entender que em volta dos tumores existe uma pessoa ali, frágil. Ele pode ler isso e dizer: 'Mas eu tinha razão'. A questão não é essa. Ele deveria ter falado com a família antes e a gente decidiria como agir", contou.

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