Humorista Nego Di é condenado a 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro
Publicada:24/06/2026 16:13:00
Redação RedeTV!
Esposa do humorista também recebeu pena de oito anos de prisão por ocultação de bens

Foto: Reprodução/YouTube
A Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta terça-feira (23) o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado. O réu responde por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. As informações são da Folha de S. Paulo.
O comediante também recebeu a pena de um ano e 15 dias de prisão simples em regime semiaberto por promover loteria ilegal. A decisão judicial decorre de uma investigação sobre rifas eletrônicas sem autorização entre novembro de 2022 e maio de 2024.
A acusação do Ministério Público do Rio Grande do Sul aponta que o humorista promoveu ao menos 34 sorteios em suas redes sociais. Os bilhetes vendidos prometiam prêmios em dinheiro e bens de alto valor, como um carro de luxo avaliado em R$ 500 mil.
O magistrado Ricardo Petry rejeitou o argumento da defesa de que os investigados desconheciam a ilegalidade. A sentença concluiu que o produtor de conteúdo jamais teve a intenção de entregar o veículo anunciado e realizou uma encenação fraudulenta contra as vítimas.
O esquema gerou prejuízo superior a R$ 185 mil para pelo menos 9.683 participantes que compraram os bilhetes. O casal teria ocultado mais de R$ 2,4 milhões por meio de contas de terceiros, transações bancárias e compra de patrimônios.
Os bens identificados pelos investigadores incluem imóveis e carros luxuosos localizados em Porto Alegre, no litoral e na Serra. A esposa do influenciador, Gabriela Vicente de Sousa, acabou condenada a oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro.
O Tribunal também julgou a falsificação de um comprovante de Pix publicado nas redes sobre as enchentes no estado em 2024. O Ministério Público comprovou que a doação anunciada de R$ 1 milhão era falsa e o envio real foi de R$ 100.
Esta condenação amplia o histórico judicial do ex-BBB, que já havia sido condenado em junho de 2025. O processo anterior determinou 11 anos e oito meses de reclusão por estelionato relacionado às vendas da loja virtual Tadizuera.
O site comercializava produtos abaixo do preço de mercado e não realizava a entrega das mercadorias aos compradores. Os prejuízos financeiros causados aos clientes lesados pelo estabelecimento fraudulento ultrapassaram o valor de R$ 5 milhões.
O empresário cumpriu prisão preventiva por mais de quatro meses durante o ano de 2024. A liberdade provisória foi concedida pelo Superior Tribunal de Justiça e o condenado cumpria medidas cautelares até a nova decisão.
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