Fórum de Segurança desmente Juliano Cazarré após fala sobre feminicídio
Publicada:22/05/2026 16:58:00
Redação RedeTV!
Órgão esclarece que dados citados por ator pertencem a vídeo fake viral

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
O ator Juliano Cazarré virou alvo de uma contestação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta sexta-feira (22), após divulgar estatísticas incorretas sobre crimes de gênero no país.
A declaração polêmica ocorreu ao vivo durante a participação do artista em um debate no canal GloboNews.
O integrante do programa televisivo utilizou o espaço na bancada para promover o seu novo curso direcionado para homens, batizado de O Farol e a Forja.
O profissional da dramaturgia defendeu o seu ponto de vista sobre os índices de criminalidade em território nacional.
“Essa onda de violência no Brasil não é só contra a mulher. O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais mata no mundo”, contou.
Cazarré justificou a tese ao apresentar dados numéricos específicos para sustentar que existe uma suposta violência oculta contra o público masculino.
“Inclusive, mais mulheres mataram homens do que homes mataram mulheres. Tem 2.500 assassinatos de homens cometidos por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens. Então existe também essa outra violência”, disse.
A afirmação foi rebatida no mesmo momento pela psicanalista Vera Iaconelli e pelo consultor em equidade de gênero Ismael dos Anjos. Os especialistas contestaram os indicadores apresentados e explicaram a diferenciação técnica entre homicídios comuns e feminicídios.
A instituição de pesquisa publicou uma nota de esclarecimento oficial por meio de suas plataformas digitais. Para rebater o ativista, o órgão utilizou uma apuração inédita feita com base nos Boletins de Ocorrência registrados no ano de 2024.
O levantamento técnico serve como base estrutural para a elaboração do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os relatórios oficiais apontam que a autoria feminina representa apenas cerca de 5% dos crimes letais com registros válidos no país.
A organização detalhou a dinâmica da mortalidade nacional no comunicado.
“Os dados analisados levam em conta apenas os registros válidos, ou seja, aqueles em que a informação sobre a autoria está preenchida. Ainda assim, trazem um padrão preocupante: quando analisamos a violência letal no Brasil, estamos falando de homens matando homens e de homens matando mulheres”
A apuração do comitê concluiu que os números citados pelo famoso têm origem em um vídeo falso antigo que voltou a viralizar na internet.
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