Filha de Bruno Mafra desabafa após condenação do pai por abusos: "Enterrei meu genitor"
Publicada:29/03/2026 17:52:00
Redação RedeTV!
Melissa Apprigio relembrou os sete anos de batalha judicial até a decisão unânime
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A influenciadora Melissa Apprigio comentou a decisão do Tribunal de Justiça do Pará que manteve a condenação do cantor Bruno Mafra a 30 anos de prisão por abuso sexual contra as próprias filhas, nesta quinta-feira (26).
A jovem utilizou as redes sociais para detalhar o desfecho do processo judicial que tramitava há sete anos em Belém. "Foram anos de luta e hoje eu vivo um luto, porque enterrei o meu genitor, que por muitos anos eu quis que fosse meu pai."
A filha do artista ressaltou que a análise das desembargadoras confirmou a ausência de falhas processuais ou irregularidades nas denúncias apresentadas por ela e pela irmã.
"Eu gostaria de deixar claro que não é uma denúncia, não é uma suspeita, é uma condenação em segundo grau. Uma decisão unânime, pelo entendimento das desembargadoras."
A empresária rebateu críticas sobre possíveis interesses financeiros e relatou que o condenado foi um pai ausente, inclusive no pagamento de pensões alimentícias.
"Nunca ele pagou direito a minha pensão. É muito absurdo ver comentários que ainda questionam, mas eu já esperava que isso fosse acontecer, porque a gente vê isso todos os dias. A mulher tem vídeo gravado, sendo espancada, e ainda assim as pessoas perguntam: 'Ah, mas por quê? O que ela fez?'. As pessoas vão sempre questionar a palavra da mulher, e eu não me importo com isso", afirmou.
A moça incentivou outras vítimas de crimes semelhantes a buscarem superação após os traumas vividos na infância.
"Eu estudei, trabalhei, tenho hoje a minha empresa, estou conquistando muitas coisas e ele não me paralisou. Esse é um recado para toda vítima: não deixem que isso paralise vocês. Você não é o abuso que sofreu, nem a humilhação que viveu. Você é muito mais do que isso e existe esperança."
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O Judiciário fixou a pena em 30 anos, quatro meses e 24 dias de reclusão em regime fechado, rejeitando recursos que tentavam anular a sentença de 2024.
Segundo a desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, o réu utilizou a figura paterna para praticar atos libidinosos em residências e veículos entre os anos de 2007 e 2011.
"As vítimas relataram de forma independente e consistente episódios decorridos em ambientes controlados pelo réu, com modus operandi semelhante, caracterizado por isolamento, pedidos de segredo, manipulação psicológica, exibição de material pornográfico, toques íntimos e atos libidinosos, inclusive sexo oral."
O músico Bruno Mafra utilizou o Instagram para negar as acusações e afirmar que aguardará os próximos recursos em liberdade.
"Tenho a tranquilidade de quem sabe da própria conduta. O tempo e a Justiça se encarregarão de restabelecer a verdade. Sigo firme, com dignidade, respeito e fé. Seguirei colaborando integralmente para o completo esclarecimento dos fatos. A defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica da própria decisão", escreveu.
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