Dona Déa revela por que deixa peça sobre Paulo Gustavo antes do fim: "Para não sofrer mais"
Publicada:02/06/2026 16:43:00
Redação RedeTV!
Apresentação inédita segue em cartaz em espaço cultural no Rio de Janeiro

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
Dona Déa, jurada do programa "Domingão com Huck", revelou ao portal gshow, em entrevista divulgada nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, que deixa o teatro antes do encerramento da produção sobre Paulo Gustavo para evitar o sofrimento com a perda do humorista.
A comentarista faz uma participação especial no projeto inédito em cartaz no Teatro Multiplan. Ela sai do local logo após realizar a sua apresentação no palco.
A decisão de deixar o local mais cedo foi explicada pela profissional, que detalhou a sua rotina durante as apresentações e o limite de sua participação na narrativa.
"Todo mundo quer contar essa história, mas choramos. Ainda não vi o final do espetáculo. Não vou assistir. Vou até a parte que estou cantando. Ele me chama, eu canto, e vou embora. Dali em diante, não sei o que acontece. Faço questão de não ficar até o fim para não sofrer mais", explicou.
A escalação da atriz Stella Maria Rodrigues para interpretar a matriarca partiu do próprio homenageado, falecido em 2021. Pierre Baitelli e João Pedro Chaseliov também integram o elenco do projeto.
A mãe do comediante relembrou o último encontro entre os dois e a indicação da protagonista para a montagem.
"A última vez que eles estiveram juntos, Paulo colocou a peruca de Dona Hermínia (a personagem que representa a mãe do humorista) na cabeça dela e disse: 'Em um ano vou estar cansado e você vai me substituir'. Ele a adorava", lembrou ela.
A produção aborda a relevância do acolhimento familiar e o respeito à diversidade. Déa adiantou o teor emotivo do roteiro e a reação esperada do público.
"Quem vier, tem que trazer disposição pra rir, pra chorar pra burro, pra não fazer xixi nas calças. É muito engraçado, divertido. Tem momentos saudosos, mas é muito bonito. Contamos a trajetória desde que fiquei grávida", adiantou Déa.
"A peça fala sobre a mãe que eu fui, apoiando meu filho, porque isso é muito importante. Vamos amar os nossos filhos da maneira que eles são. Cada ser humano é de um jeito. Temos que aprender a amar as pessoas, sem que elas sejam iguais a gente. O bonito é o diferente", decretou.
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