Diagnóstico de endometriose traz alerta de Juliette sobre saúde feminina
Publicada:24/07/2026 15:27:00
Redação RedeTV!
Tratamento da ex-BBB envolverá pausa na menstruação para controlar a inflamação

(Foto: Reprodução/Instagram)
A influenciadora e empresária Juliette revelou ter sido diagnosticada com endometriose em estágio inicial após buscar atendimento médico em Salvador no início de junho. O quadro foi identificado depois de a artista enfrentar dores fortes, episódios de vômito e mal-estar causados por uma crise de inflamação no fígado.
A ex-BBB informou que pretende compartilhar informações sobre a condição com os seguidores e que o problema não inspira maiores preocupações. Ela vai iniciar um tratamento para interromper a menstruação com o objetivo de conter a inflamação.
A famosa detalhou a estratégia médica adotada para controlar a condição.
"Como está muito no início, o tratamento de interromper a menstruação já pode ajudar a regredir, porque para de inflamar", explicou.
A paraibana afirmou apresentar poucos sintomas e ausência de dores intensas, relatando apenas um leve inchaço.
Em suas redes sociais, a cantora refletiu sobre a falta de debate público a respeito de temas ligados à saúde feminina.
"Quanto mais eu vejo sobre o assunto, mais eu penso como algo tão comum no corpo feminino ainda é tão pouco falado. Parece que por ser uma coisa que afeta pessoas com útero, muita coisa acaba sendo ignorada ou normalizada", acrescentou.
A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e dependente de estrogênio. A condição se caracteriza pela presença de um tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, podendo atingir órgãos como ovários, intestino e bexiga.
O problema afeta cerca de dez por cento das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Cerca de 90% das pacientes apresentam dor pélvica e aproximadamente 26% enfrentam infertilidade.
Segundo a ginecologista Fabiene Bernardes Castro Vale, professora da UFMG e presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da FEBRASGO, o diagnóstico costuma demorar de cinco a 12 anos. Muitas mulheres chegam a consultar três ou mais profissionais de saúde antes da confirmação.
A médica explica que a identificação é baseada na avaliação clínica e em exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. No entanto, resultados normais não descartam a doença, e a cirurgia nem sempre é necessária para confirmar o quadro.
O tratamento da enfermidade é individualizado. Para pacientes com dor que não pretendem engravidar, a primeira opção é a supressão hormonal por anticoncepcionais combinados ou progestagênios, reduzindo a atividade das lesões.
A ginecologista e obstetra Vanessa Cairolli pontua que a imunidade e o microbioma intestinal participam do processo inflamatório.
"Alterações no microbioma intestinal podem influenciar o microbioma vaginal", afirma.
A médica destaca ainda que a enfermidade pode evoluir de forma silenciosa no organismo.
"Muitas pacientes descobrem a endometriose apenas quando investigam infertilidade. Em cerca de 70% dessas mulheres, a doença nunca havia sido diagnosticada antes", diz.
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