Deolane Bezerra tem habeas corpus negado e Justiça mantém prisão preventiva
Publicada:22/05/2026 10:11:00
Ana Souza/RedaçãoRedeTv!
Influenciadora teve o pedido de liberdade negado pelas autoridades judiciais

(Foto: Van Campos/AgNews)
A Justiça negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21). A decisão oficial que homologou a prisão aponta que a detenção aconteceu de forma regular e dentro da lei.
O documento reconhece oficialmente a atuação da famosa como advogada. Por conta disso, o magistrado garantiu que os direitos e as prerrogativas previstos na legislação sejam respeitados pelas autoridades enquanto ela permanecer presa.
A influenciadora digital terá assegurado o acesso a atendimento médico, medicamentos e contato telefônico com familiares ou pessoas próximas durante a custódia. A justificativa legal é que a incomunicabilidade do advogado preso é estritamente vedada por lei.
O juiz determinou que, sempre que possível, a detida fique em um espaço separado dos demais presos. O termo também garante o recolhimento em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades dignas.
Caso o estabelecimento não possua este espaço específico, a legislação assegura que o profissional tem o direito de solicitar a prisão domiciliar. O magistrado também pediu urgência na realização de um exame médico cautelar na influenciadora digital.
A solicitação do exame foi encaminhada ao Instituto Médico Legal, órgão responsável por realizar os procedimentos necessários. As autoridades policiais e penais agora devem seguir todas as determinações descritas no termo judicial.
A investigação que culminou na prisão aconteceu durante a Operação Vérnix. A apuração da Polícia Civil começou a ser desenhada há cerca de seis anos, no interior do estado de São Paulo.
O ponto de partida foi a apreensão de bilhetes e documentos manuscritos associados a uma facção criminosa. O material foi recolhido pela Polícia Penal no ano de 2019, dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Os papéis deram origem a uma sequência de três inquéritos que passaram a mapear a engrenagem financeira do grupo. A apuração avançou até identificar pessoas próximas ao líder da organização e chegou ao nome da famosa.
Após o cumprimento do mandado de prisão, a defesa da investigada acionou o Judiciário com o pedido de liberação. O requerimento acabou rejeitado pelas autoridades na noite desta quinta-feira (21).
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