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Defesa de MC Poze do Rodo quebra silêncio após prisão: "Restabelecer sua liberdade"

Redação RedeTV!

Operação visa desarticular grupo envolvido em lavagem de dinheiro 

(Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), uma operação contra uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores. A ação resultou na prisão de Marlon Brandon, conhecido como MC Poze do Rodo, e de MC Ryan SP. As informações são do portal 'Metrópoles'.

A operação visa desarticular um esquema de transações financeiras irregulares conduzido pelo grupo. Os artistas foram levados pelos agentes federais para prestar esclarecimentos e cumprir os mandados expedidos pela Justiça no âmbito das investigações em curso.

Logo após a detenção, a equipe jurídica que representa o funkeiro carioca emitiu um comunicado oficial sobre o ocorrido, alegando ainda não ter tido acesso integral aos detalhes do inquérito que motivou a prisão. “A Defesa de Marlon Brandon desconhece os autos ou teor do mandado de prisão", afirmou a nota enviada à imprensa. 

O texto ressalta que as providências legais serão tomadas assim que os advogados analisarem os fundamentos da decisão judicial. Os representantes do MC declararam que o próximo passo será a tentativa de revogação da medida cautelar. "Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, concluiu a defesa.

Entenda 

MC Ryan SP foi detido em sua residência durante a ação que investiga a movimentação suspeita de R$ 1,6 bilhão. As informações são do portal 'Metrópoles'.

O funkeiro carioca Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias também são alvos da mesma investigação. A ofensiva ocorreu simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro e outros sete estados brasileiros.

A Operação Narcofluxo mobilizou mais de 200 agentes federais para desarticular o esquema financeiro. Ryan e os demais investigados tiveram mandados expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos.

A corporação apura a ocultação de valores por meio de empresas de fachada e transações com criptoativos. O grupo utilizava terceiros para dissimular a origem do capital movimentado no Brasil e no exterior.

As equipes policiais apreenderam carros de luxo, documentos e grandes quantias em dinheiro vivo nos endereços ligados aos alvos. A Justiça determinou o bloqueio imediato de bens e contas bancárias dos envolvidos.

O efetivo cumpre ao todo 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. A operação estende-se por Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O processo segue sob investigação para detalhar a conduta individual de cada integrante da rede.

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