Décio Piccinini relembra trauma de encontrar a primeira esposa morta na cama: "Não queria mais viver"
Publicada:21/05/2026 17:29:00
Redação RedeTV!
Apresentador enfrentou quatro anos de crises graves após a viuvez em 1989

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
O jornalista Décio Piccinini relembrou o trauma de encontrar a primeira esposa, Heloísa Martins, morta na cama do casal. O relato sobre a perda súbita, ocorrida em 1989, foi feito durante participação no podcast Intervenção.
O comunicador detalhou que notou a falta de reação da companheira logo após se deitar.
"Sempre que eu me sentava na cama, quando me deitava depois dela, havia um movimento qualquer dela, ainda que inconsciente. Naquela noite, não aconteceu nada. Pensei: 'Teve uma queue de protocolo aqui... O que está acontecendo?' Quando acendi a luz, ela estava com o olho aberto, e eu percebi o que tinha acontecido", relembrou Piccinini no bate-papo.
A fatalidade desestabilizou a saúde mental do profissional, que enfrentou crises intensas de ansiedade ao retornar do trabalho.
"Passei quatro anos e meio viúvo, completamente pirado. Fiz cada bobagem, cada loucura... Com muita ajuda de amigos, parentes e de alguns médicos, eu consegui me recuperar — mas tinha fases de chegar em casa, depois do trabalho, muito cansado, e começava a me dar uma ansiedade muito forte.", relatou ao programa.
O sobrenome de Heloísa pesou na decisão de seguir em frente, motivado pela obrigação de criar os dois filhos, então com sete e 13 anos.
"Consegui criar os dois meninos — um tinha 7 e o outro 13 para 14 anos. Eu não queria mais viver, mas me perguntava: 'E os meus filhos, quem cria?'", declarou o jornalista.
O processo de recuperação e superação do luto contou com o suporte prolongado de um profissional da área de saúde mental.
"Dei muito trabalho para psiquiatra. Felizmente, encontrei um que ficou comigo muitos anos.", concluiu.
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