"Coração amputado": Cissa Guimarães faz revelação forte sobre morte do filho
Publicada:14/04/2026 12:42:00
Redação RedeTV!
Apresentadora emociona ao detalhar rotina de dor e superação após 15 anos

(Foto: Reprodução/Instagram)
Cissa Guimarães relembrou detalhes sobre a morte do filho, Rafael Mascarenhas, durante uma entrevista ao programa Conversa com Bial, no canal GNT, que voltou a viralizar nesta terça-feira (14). O jovem faleceu em 2010, no Rio de Janeiro, após ser atropelado em um túnel que hoje leva seu nome.
A artista relatou a perspectiva positiva que mantém sobre o período em que conviveu com o caçula antes da tragédia.
“Eu não perdi nada. Só ganhei 18 anos do maior amor da minha vida junto com os meus dois outros filhos e meus netos”, disse.
A profissional de comunicação destacou que a experiência com a maternidade transformou sua personalidade de forma definitiva.
“Eu mergulharia de cabeça tudo de novo só para ter o Rafa por 18 anos na minha vida. Porque, se eu não tivesse tido, não sentiria todo esse amor que eu sinto até hoje. Não teria aprendido tanto na vida. Eu sou uma mulher completamente diferente depois do Rafa”, afirmou.
De acordo com a entrevistada, o legado deixado pelo jovem auxilia em sua evolução pessoal e no controle de sentimentos negativos.
“Ele me ensina cotidianamente a aceitação, o respeito aos outros, a não sentir raiva. Eu nunca tive raiva”, completou.
A carioca revelou que mantém o hábito de visitar o local do acidente para prestar homenagens constantes.
“Eu vou no túnel [onde ele morreu] e boto flores toda semana, há 15 anos”, contou.
Ela explicou o motivo de ter solicitado ao ex-prefeito Eduardo Paes que o túnel recebesse o nome do filho como forma de conscientização.
“Eduardo Paes quis uma época que eu desse o nome do Rafa a uma pista de skate. Eu falei: 'Não, quero no túnel, que não tem nome. Quero que seja lembrado, para não acontecer mais'. Várias mulheres mais jovens, com filhos crianças, me param na rua: 'Cissa, eu precisava te dar um abraço. Eu passo pelo túnel e meu filho pergunta: 'Quem é aquele menino que ri para a gente?''”, citando o desenho do rosto de Rafa no túnel.
A veterana descreveu a convivência com a saudade e a forma como integra a memória do rapaz em sua rotina atual.
“O Rafa ocupa um lugar que eu cuido muito. Um coração amputado e uma dor eterna, presente, cotidiana. Tem momentos que até dá uma esquecida, mas acordo e falo com ele, agradeço a ele. Eu cuido dessa dor, ela é minha, ela vai junto comigo quando eu for fazer minha passagem. Eu reverencio, celebro meu filho, sempre”, encerrou.
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