Com fibromialgia, Franciely Freduzesky rebate críticas por usar fila preferencial: "A doença é invisível, mas a gente não"
Publicada:25/06/2026 19:28:00
Redação RedeTV!
Atriz usa cordão de identificação e relatou ofensas semanais em viagens

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
A atriz Franciely Freduzesky rebateu críticas nas redes sociais nesta quinta-feira (25) após utilizar a fila preferencial em aeroportos. A artista possui diagnóstico de fibromialgia e explicou que a condição é classificada como uma deficiência oculta.
A ex-integrante do elenco da novela "América" viaja semanalmente e explicou que o direito ao atendimento prioritário é garantido por legislação federal. Segundo a profissional, muitos passageiros desconhecem a validade da norma.
"As pessoas não respeitam, entram na frente como se fossemos invisíveis. A doença é invisível, mas a gente não! Tem gente que empurra, que passa na frente sem nenhuma gentileza, tem gente que reclama, que fica fazendo piadinha por trás", lamentou a atriz no desabafo.
Freduzesky passou a portar o cordão de identificação oficial da síndrome para evitar os episódios de constrangimento nos terminais de embarque. Ela relatou que os comentários negativos ocorrem de maneira frequente.
"Eu inclusive, toda semana eu estou no aeroporto, então eu uso sim o meu cordão, uso a minha identificação, que eu tenho fibromialgia e toda semana eu ouço piadas. Toda semana, toda semana tem gente que entrava na minha frente, agora não entra mais não, porque agora eu já meto o pé ali e falo não, eu sou prioridade também", revelou a artista.
A famosa detalhou que mudou de comportamento para conseguir fazer valer a prerrogativa legal. Anteriormente, sentia receio de se expor ao cobrar o respeito dos demais viajantes.
"Passei a reivindicar, entender e dizer assim, não, eu sou prioridade também (...) as pessoas acham que a gente tá na fila errada, ou que a gente tá querendo passar na frente dos outros, não sei lá, e não é isso. Só que quanto mais a gente usar o cordão, mais a gente vai explicar, educar essas pessoas que a gente está, sim, no lugar certo, que a gente merece e precisa estar naquele lugar preferencial. Infelizmente, é uma luta diária que se não for a gente que faça, ninguém vai fazer por nós. Então, na minha frente, não passa mais", completou Freduzesky.
A fibromialgia provoca fadiga extrema e fortes dores articulares. A síndrome crônica foi reconhecida como deficiência oficial por meio de uma lei federal aprovada no ano passado.
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