Claudio Cinti recebe alta após dois meses e detona hospital: "Querendo se livrar"
Publicada:13/05/2026 21:13:00
Redação RedeTV!
Diagnosticado com pneumonia em março, ator afirma que ainda não consegue caminhar

Foto: Reprodução/Globoplay/Instagram
O ator Claudio Cinti recebeu alta médica do hospital no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (13), após dois meses de internação para tratar um quadro de pneumonia. O artista, submetido a um transplante de rim no final de 2025, manifestou insatisfação com a decisão da unidade de saúde e do convênio médico.
"Olá, pessoal. Tudo bem? Estou passando aqui hoje para avisar a todos que eu tive alta do hospital, apesar de achar que ainda não era o momento. Mas o hospital está querendo se livrar de mim, o plano de saúde quer se livrar de mim o mais rápido possível", contou o artista.
O profissional, que integrou o elenco do humorístico Zorra Total, relatou enfrentar sérias limitações físicas para realizar atividades básicas. Ele explicou que ainda depende de auxílio de terceiros para sair do leito.
"Eu ainda estou acamado, ainda estou necessitando de cuidadora, não estou andando ainda. Comecei a dar, ontem, os primeiros passos com andador, mas assim, três passinhos só. Então, ainda devo precisar de fisioterapia por mais um bom tempo", explicou.
Ele demonstrou preocupação com o tratamento ambulatorial contra o citomegalovírus. O custo de cada caixa da medicação venosa prescrita gira em torno de R$ 5 mil.
"O citomegalovírus negativou no último exame, porém o médico receitou que eu continue tomando a medicação por mais três semanas, venosa ou comprimido. A venosa eu vou ter que tomar na Tijuca e nem tenho certeza se o plano vai fornecer ou apenas aplicar. O problema é que as doses são caríssimas, em torno de R$ 5 mil cada caixa. Talvez nem dê para fazer todas as aplicações", afirmou.
Cinti buscou alternativas mais baratas em farmácias, mas relatou dificuldades com a equipe médica para alterar a prescrição. Ele pretendia substituir o fármaco Ganciclovir por um similar de custo reduzido.
"Na versão em comprimido, eu não consegui o remédio receitado, que é o Ganciclovir, mas consegui um similar, o Valaciclovir, por um preço mais acessível. Vou precisar de 84 comprimidos, o que vai custar cerca de R$ 600. Muito mais barato do que ter que ir até a Tijuca de táxi pelo menos três vezes por semana", contou.
O paciente narrou um impasse com uma funcionária do hospital ao tentar validar a troca da medicação. Segundo o relato, houve recusa em adaptar o documento para a compra do remédio genérico.
"Quando fui comprar na farmácia, consegui o remédio por R$ 560 na Drogaria Cristal. Só que a farmacêutica disse que não podia vender porque a receita médica estava como Ganciclovir e não Valaciclovir. Pedi então para chamar a médica e refazer a receita. Ela simplesmente disse que não podia porque 'não é a mesma coisa'. Eu falei: 'Doutora, mas eu acabei de ver a bula, está aqui'. Perguntei se ela queria ver, e ela respondeu: 'Não'. E acho que foi embora. Ou seja, um atendimento péssimo", acrescentou.
A saída da unidade hospitalar também foi marcada por divergências sobre o transporte. O ex-ator de novelas como Fuzuê e Família é Tudo teve o pedido de ambulância negado pela equipe de plantão.
"Outra coisa: pedi uma ambulância para me levar para casa, porque estou acamado. Ela falou que eu não estou mais acamado. Eu respondi: 'Mas eu não consigo levantar da cama sozinho, preciso de ajuda para ir até o andador. Só dou dois passos'. Ela disse que eu 'não pontuo para ambulância'. Ou seja, já pedi para um amigo taxista vir me buscar, me colocar dentro do carro e me tirar em casa", lamentou.
Para o período de recuperação domiciliar, o transplantado precisou contratar serviços particulares de assistência. Os gastos incluem o pagamento de uma cuidadora diária e sessões de reabilitação física.
"Também acertei com uma cuidadora para me acompanhar em casa. Isso não é barato: cerca de R$ 250 por dia. Vou precisar, pelo menos, até conseguir andar sozinho e ter autonomia. Além disso, contratei um fisioterapeuta que já atendia minha mãe. Ele cobra um preço legal e vai três vezes por semana. Já começa amanhã, para me ajudar a andar mais rápido", contou.
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