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Desabafo!

Bruna Rotta revela transtornos alimentares durante namoro com Rodrygo na Espanha

Redação RedeTV!

Criadora de conteúdo desabafou sobre episódios de purgação e cobranças estéticas

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A influenciadora digital Bruna Rotta relatou aos seus seguidores ter enfrentado compulsão alimentar e bulimia durante seu namoro com o jogador de futebol Rodrygo, na última quinta-feira (6). A declaração sobre os transtornos vividos enquanto morava na Espanha foi publicada nas redes sociais.

A criadora de conteúdo explicou que o quadro se iniciou com a tentativa de aumento de massa corporal na academia. O ganho de peso levou ao início das crises no período em que viveu no exterior.

"Morei por dois anos meio na Espanha, e a minha compulsão alimentar começou exatamente quando eu estava morando fora. Eu estava longe da minha família, longe dos meus amigos, de todo mundo. Estava me sentindo supersozinha, então o meu conforto era comer"

A ausência de rede de apoio e os valores dos produtos locais intensificaram os episódios de consumo sem controle. O hábito de estocar itens alimentícios acelerou o desenvolvimento do distúrbio.

"Fora do Brasil as comidas são muito mais baratas. Eu falava 'Impossível um sorvete desse, gostoso, estar esse valor'. Eu deixava estoques em casa. Lembro o dia certinho que eu tive o meu primeiro episódio de compulsão. Comprei uns três potes grandes daqueles de sorvete e comi em menos de uma hora. E um deles eu comi em pé. Eu morava sozinha, só que mesmo assim eu tinha pavor de saber que eu estava fazendo aquilo então eu comia em pé, escondida, pelos cantos da minha casa, rápido, comia fazendo outra coisa para o meu cérebro não assimilar"

Os episódios de purgação surgiram logo após o consumo excessivo de refeições. A prática tornou-se constante ao longo da rotina diária.

"Me senti melhor. Falei 'Ainda posso comer as coisas que eu quero e depois eu posso me fazer isso [vomitar] e não engordar? Começou a se tornar repetitivo, e comecei a fazer isso com tudo que eu comia. Eu não conseguia comer algo e sentir que eu estava digerindo aquilo porque eu já ficava com medo de ganhar peso. Comecei a sentir vontade de fazer isso quando eu tomava café da manhã, quando almoçava..."

A rotina de treinos passou a ser utilizada como forma de compensação para as calorias ingeridas. As cobranças estéticas impactaram diretamente a saúde mental.

"Quando eu comecei a ter episódios de compulsão, eu ficava muito tempo na academia depois. Eu compensava muito com cardio. Eu treinava e não conseguia ver resultado porque minha alimentação estava ruim. Então eu ficava muito frustrada, e eu era muito dura comigo. Depois de algum episódio, eu falava 'Você é lixo, não consegue controlar o que você come. Acha que alguém vai gostar de você desse jeito? Você está muito feia'. Eu me tratava mal, me sentia mal, e repetia o processo"

O retorno ao país de origem motivou o acompanhamento profissional e mudanças drásticas nos hábitos alimentares. A restrição e o monitoramento constante do peso passaram a dominar o cotidiano.

"Fiz minha primeira consulta com nutricionista e entrei em um processo que eu acho que só quem passou por compulsão alimentar vai entender também. Eu fiquei com hiperfoco em dieta, em déficit calórico especificamente. Eu não conseguia sair de casa porque eu não conseguia comer fora de casa. Comia, muitas vezes, uma vez por dia. Ou, tipo, eu estava quase passando mal, eu comia chiclete, tomava uma coca zero, fazia umas coisas bem absurdas"

O temor constante por novas crises afetava os momentos cotidianos. A oscilação corporal causava crises de ansiedade.

"Minha vida girava em torno de pensar em comida, em pensar quando que eu ia ter uma crise de compulsão alimentar, quantas calorias eu já tinha comido, qual era o meu peso. Se a minha barriga estava pouquinho mais inchada, eu já surtava"

O processo de recuperação exigiu suporte emocional interno e estratégias de acolhimento nos momentos de gatilho. O diálogo próprio auxiliou no controle dos impulsos.

"Sempre que eu sentia algo parecido com aquilo que eu tinha identificado, eu pensava 'não preciso descontar isso na comida'. Comecei a aprender a conversar comigo mesma, e eu me acolhia. "Eu olhava pra mim mesma e falava 'Está tudo bem você se sentir assim. Respira, volta pro momento atual, não precisa ir lá no banheiro correndo'"

A limitação do estoque de mantimentos em casa serviu como medida preventiva contra os excessos. As compras passaram a ser feitas de forma fracionada.

"Outra coisa também que me ajudava muito era não ter as comidas em excesso em casa. Se eu sabia que eu gostava do sorvete, eu não comprava [potes]. Eu sentia vontade, ia numa sorveteria e pegava duas bolinhas de sorvete"

Atualmente grávida, a influenciadora enfrentou novos desafios em relação à imagem corporal no início da gestação. A visão sobre as mudanças físicas passou por transformação ao longo dos meses.

"O começo da minha gestação foi muito difícil. Quando eu comecei a ganhar peso, principalmente. Eu não conseguia me olhar no espelho. Não estou 100% curada, ainda tenho muita coisa que que me limita. Posso não estar no meu melhor corpo, mas olho para minha filha e penso que foi esse corpo que fez ela, que deu saúde pra ela, que faz com que eu consiga trabalhar e prover coisas para a gente. E é um corpo saudável, que graças a Deus eu tenho"

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