Brasileira processa MrBeast, maior youtuber do mundo, por importunação sexual e assédio moral
Publicada:22/04/2026 21:20:00
Redação RedeTV!
Influenciadora afirma ter sido demitida duas semanas após retornar da licença-maternidade

Foto: Reprodução/Redes sociais
A influenciadora Lorrayne Mavromatis anunciou que processará a empresa do youtuber MrBeast na Justiça dos Estados Unidos nesta quarta-feira (22). A especialista em mídias sociais ocupou um cargo de alta gestão na companhia do norte-americano durante três anos.
A brasileira detalhou episódios de assédio moral e importunação sexual que teriam ocorrido durante sua trajetória profissional. O relato descreve um ambiente de trabalho hostil, marcado por desqualificações públicas e comportamentos inapropriados de executivos da organização.
"Nunca imaginei que precisaria fazer um vídeo como este, mas me tornar mãe e ter uma filha mudou completamente o que estou disposta a ficar quieta"
A ex-gerente relatou ter sofrido humilhações frequentes diante de seus subordinados. Segundo o depoimento, ideias de negócio apresentadas por ela eram rejeitadas com ofensas, mas aceitas e elogiadas quando repetidas por colegas do sexo masculino.
"Fui gritada, xingada. Cheguei a ser chamada de burra na frente de toda a minha equipe depois de dar uma ideia de negócio, apenas para um homem dar a mesma ideia um minuto depois e ser elogiado"
Mavromatis também denunciou condutas do CEO da empresa, incluindo reuniões em ambientes domésticos com iluminação reduzida. Ela afirmou ter ouvido comentários sobre sua aparência e insinuações sexuais envolvendo o próprio Jimmy Donaldson, o MrBeast.
"O CEO me disse que Jimmy fica muito sem jeito perto de mulheres atraentes e que, quando eu estava por perto e ele precisava ir ao banheiro, não era realmente o banheiro que ele estava usando"
A profissional revelou ter adotado uma estratégia visual para tentar cessar os episódios de assédio no escritório. De acordo com o relato, ela passou a utilizar roupas largas e bonés na tentativa de "desaparecer" no ambiente corporativo.
"Comecei a usar apenas bonés e roupas extremamente largas. Tentei fazer tudo para desaparecer. Mantive a cabeça baixa e continuei dando tudo o que tinha, tentando me convencer de que isso seria suficiente."
A denúncia inclui violações trabalhistas graves ocorridas durante o período de gestação e puerpério. A especialista afirmou ter trabalhado durante o próprio trabalho de parto e sido obrigada a viajar para gravações internacionais com menos de um mês de pós-parto.
"Com menos de um mês de pós-parto, em meio a uma depressão pós-parto, tive que embarcar em um avião, sair do país para uma gravação do canal principal e deixar meu bebê recém-ascido para trás"
A ex-funcionária lamentou a perda do período inicial de vínculo com a filha devido às pressões da empresa. Ela ressaltou que o tempo de proteção garantido pela licença-maternidade foi ignorado pela gestão do youtuber.
"Quando penso naqueles primeiros dois meses e em todo o tempo que me foi tirado para me vincular ao meu bebê — um tempo que deveria ser protegido —, esses momentos foram todos tomados de mim"
A demissão da brasileira teria ocorrido apenas duas semanas após seu retorno oficial da licença-maternidade. A justificativa apresentada pela companhia foi de que o perfil da colaboradora seria qualificado demais para a posição ocupada.
"Tentaram me silenciar por tempo suficiente. Mas basta. Hoje estou tomando medidas legais, não apenas pelo que aconteceu no final, mas por tudo o que aconteceu ao longo do caminho e pela cultura tóxica que tornou tudo isso possível. Vou deixar o processo legal falar por si mesmo"
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para acessar nosso canal de Entretenimento no WhatsApp