Aos 32 anos, atriz Daniella London desabafa sobre sequelas de AVC: "Completamente aérea"
Publicada:02/07/2026 15:36:00
Redação RedeTV!
Famosa destacou papel dos pais e do namorado durante o período de internação

Foto: Reprodução/Instagram
A atriz e modelo Daniella London compartilhou uma atualização sobre seu processo de reabilitação após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 20 de dezembro do ano passado. A revelação ocorreu em uma sequência de vídeos publicados em seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (1º).
A profissional de 32 anos detalhou os pilares de sua recuperação e o suporte familiar que recebeu no período. De acordo com o relato, a equipe médica mantém os exames para identificar o que motivou a condição de saúde.
"Vou tentar separar aqui em quatro coisas que acho que foram fundamentais para a minha reabilitação: rede de apoio, fisioterapia neurológica, acompanhamento médico e acompanhamento psicológico", contou.
A influenciadora digital explicou que a falta de percepção sobre as consequências imediatas do episódio ajudou a evitar o estresse emocional. Os parentes e o companheiro assumiram as decisões práticas durante a internação hospitalar.
"Eu estava completamente aérea da situação, não sabia a gravidade do que tinha acontecido. De certa forma, a ignorância foi uma bênção. Ter meus pais, minha família e seu namorado tomando a frente da situação por mim me permitiu relaxar. Não entrei naquela espiral de pensar: 'Será que eu não vou mais conseguir andar? Trabalhar? Minha vida acabou?'", lembrou.
A modelo destacou a necessidade da fisioterapia neurológica para restabelecer os comandos motores do organismo. Ela treina com uma profissional especializada em reabilitação para recuperar valências físicas e a simetria corporal.
"Eu perdi uma parte que fazia a conexão de dar o comando para os movimentos. A fisioterapia neurológica foi essencial", disse.
Sem alarmismo
A artista elogiou a postura da equipe de saúde por incentivar sua autonomia sem gerar alarmismo. Ela incluiu o suporte psicológico como fator determinante para encarar a nova rotina.
"Eu tive bons médicos comigo o tempo inteiro, olhando minha evolução, sem fazer um grande alarde. Eles diziam: 'Você está fisicamente bem, é capaz, corre atrás', em vez de mandar parar a vida por qualquer pequena intercorrência", afirmou.
A paciente recordou uma consulta específica com sua terapeuta que mudou sua perspectiva sobre o tratamento. O diálogo serviu para que ela focasse no restabelecimento de suas atividades cotidianas.
"Minha terapeuta falou: 'Tenho uma péssima notícia para te dar. 'Você está bem, está falando, está se recuperando'. Então vou te falar uma coisa: 'você não vai morrer. Bola para frente'."
Daniella garantiu que recuperou a independência, mas ressaltou que a investigação diagnóstica continua ativa. O corpo clínico trabalha com exames de sangue, ressonâncias e avaliações oftalmológicas.
"Foi isso que tem me salvado e me ajudado a não olhar toda essa situação de forma negativa. Aconteceu, bola para frente. Acho que é um aprendizado da vida. Já está tudo bem. Já recuperei minha autonomia", disse.
Causa do AVC ainda segue um mistério
A busca pela causa central mobiliza exames complementares como a punção lombar desde o fim do ano passado. Os especialistas avaliam cenários ligados a doenças inflamatórias ou vasculares.
"O que causou o AVC? Essa é a pergunta de um milhão de reais", revelou.
A investigação médica analisa a Síndrome Antifosfolípide (SAF), embora apenas um marcador tenha sido identificado nos testes. A hipótese de vasculite também é avaliada por conta de uma inflamação observada em exames de imagem.
"Pela imagem, você não consegue ter certeza absoluta que é vasculite. Normalmente ela não começa só em um vaso, muito menos pelo sistema nervoso central", explicou.
A atriz mantém as consultas de rotina para monitorar os marcadores biológicos e estruturar a prevenção. O objetivo das análises é descartar completamente a presença de patologias crônicas.
"Eu fiz de tudo que é teste para tentar descobrir se havia alguma doença inflamatória, trombofílica ou qualquer outra condição que pudesse ter causado o AVC", contou.
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