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Amado Batista entra para "lista suja" do trabalho escravo do governo

Gabrielly Mendes / Redação RedeTV!

Fiscalização apontou falta de camas e higiene precária em sítios do cantor

Foto: Reprodução/Instagram

O governo federal incluiu o cantor Amado Batista na atualização da "lista suja" do trabalho escravo, publicada nesta segunda-feira (6). O documento expõe empregadores que submeteram funcionários a condições análogas à escravidão em fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O artista foi alvo de duas autuações registradas em Goianápolis, no estado de Goiás. As inspeções ocorreram entre os dias 19 e 29 de novembro de 2024, após denúncias de irregularidades trabalhistas encaminhadas à Polícia Civil.

As ocorrências envolvem dez trabalhadores no Sítio Esperança e quatro colaboradores no Sítio Recanto da Mata. Segundo o órgão federal, as vítimas cumpriam jornadas exaustivas que chegavam a 18 horas diárias em propriedades vizinhas de produção leiteira e cultivo de milho.

"O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de camas e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras", informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O cantor teria contratado um prestador de serviços para a área de milho, onde operadores de máquinas pernoitavam em um galpão. Relatos colhidos pela fiscalização indicam que os funcionários trabalhavam sem registro e estavam com salários atrasados.

A defesa do músico negou que tenha ocorrido o resgate de trabalhadores e classificou a informação como inverídica. Os advogados afirmaram que os colaboradores permanecem exercendo suas funções normalmente nas propriedades citadas no relatório.

"Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!", informou a nota oficial.

Os representantes do empresário destacaram que as irregularidades na contratação de quatro pessoas ocorreram em uma área arrendada. O texto jurídico reforça que a responsabilidade direta seria de uma empresa terceirizada de abertura de área.

"O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas", acrescentou a defesa.

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