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Essa treta tá rendendo

AESP defende Ratinho contra "judicialização de opiniões" em caso de transfobia

Redação RedeTV!

Apresentador compartilhou nota oficial da AESP após ser acusado de transfobia

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, publicou um posicionamento de apoio da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) neste domingo (15). A manifestação ocorre após o comunicador ser processado pela deputada federal Erika Hilton por danos morais.

O profissional do SBT compartilhou o documento da entidade em suas redes sociais para rebater a ação judicial. A parlamentar pede uma indenização de R$ 10 milhões devido a declarações feitas pelo contratado da emissora paulista durante uma transmissão ao vivo.

A associação destacou que o respeito deve orientar o debate, mas demonstrou preocupação com o avanço do caso no Poder Judiciário. O órgão de classe defendeu a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias nos veículos de comunicação brasileiros.

"Ao mesmo tempo, [a entidade] manifesta preocupação com a crescente judicialização de opiniões no ambiente da comunicação social. O jornalismo, os programas de opinião e os conteúdos transmitidos pelo rádio e pela televisão sempre foram espaços legítimos para análises, questionamentos e críticas sobre temas relevantes da sociedade. A radiodifusão brasileira tem como fundamentos constitucionais a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o direito ao debate público", defendeu o órgão em nota pública.

Entenda a polêmica

O confronto começou na quarta-feira (11), quando o condutor da atração questionou a liderança da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ele citou diretamente a identidade de gênero da congressista durante o programa noturno.

"Ela não é mulher, ela é trans", disse.

Na sequência, o veterano afirmou que o posto no colegiado deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. O apresentador questionou a escolha da parlamentar para a função legislativa diante do público.

"Teve uma votação hoje e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?", questionou.

A deputada federal Erika Hilton utilizou seus perfis oficiais para confirmar a abertura do processo contra o funcionário da rede de Silvio Santos. A política classificou as falas do comunicador como uma forma de violência contra a população trans.

"Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência", disse ela.

A congressista argumentou que as críticas do radialista atingiram um coletivo de mulheres. A peça judicial apresentada pela defesa da parlamentar foca na reparação por danos morais coletivos causados à comunidade de travestis e transexuais.

"Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres", afirmou.

A representante do PSOL em São Paulo também criticou a visão do apresentador sobre o papel feminino na sociedade. Para a política, as declarações evidenciaram um comportamento misógino e retrógrado por parte do profissional.

"O discurso de Ratinho foi, sim, para me atacar e atacar pessoas trans. Mas demonstrou a misoginia, o ódio primal que essa figura nojenta tem de toda e qualquer mulher que não siga o roteiro que ele considera certo. E, para ele, mulheres são máquinas de reprodução. Eu quase me surpreendi ao assistir a um raciocínio tão retrógrado", contou.

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