Adriana Araújo revela trauma e choro nos bastidores de demissão da Record: "Achava aquilo criminoso"
Publicada:18/03/2026 12:41:00
Redação RedeTV!
Apresentadora relembrou conflito editorial durante crise da Covid-19 em Manaus

(Foto: Reprodução/Instagram)
Adriana Araújo detalhou, nesta quarta-feira (18), os bastidores de sua saída da Record após 15 anos de atuação na emissora. Durante entrevista ao programa Desculpa Alguma Coisa, do Canal UOL, a apresentadora descreveu o encerramento do vínculo no período da pandemia de Covid-19 como uma "situação bastante traumática".
A comunicadora exercia a função de âncora do principal telejornal da casa quando surgiram divergências sobre a cobertura sanitária. O conflito ocorreu devido ao cumprimento de diretrizes internas impostas pela direção do veículo de comunicação.
"Eu tinha obrigatoriamente que cumprir a linha editorial e seguir as ordens, mas internamente eu questionei algumas situações muito graves e sabia que aquilo representaria uma dificuldade muito grande para mim, como de fato representou."
A profissional relembrou um episódio específico ocorrido no dia 21 de abril de 2020. Na ocasião, a cidade de Manaus, no Amazonas, enfrentava um colapso funerário e hospitalar, com a abertura de valas comuns para as vítimas da doença.
"É aquela cena das retroescavadeiras abrindo as valas para empilhar os corpos, porque os corpos estavam empilhados dentro dos banheiros dos hospitais ou em caminhões frigoríficos na porta dos hospitais. E naquele dia, embora tivéssemos todas as informações e as imagens, eu fui obrigada a sentar na bancada e noticiar uma reportagem sobre reeducação alimentar de macacos", relatou a comunicadora.
A jornalista formalizou sua insatisfação logo após o encerramento da transmissão. Ela classificou a postura editorial adotada pela empresa como "criminosa" durante o posicionamento interno.
"Eu saí aos prantos da bancada naquele dia, cumpri o que tinha que ser cumprido e naquele dia internamente eu me posicionei e acho que falei que achava aquilo criminoso", explicou.
Atualmente, a mineira comanda o Jornal da Band e evita aprofundar o tema devido a processos judiciais que ainda estão em curso. Ela afirma ter encontrado liberdade editorial e equilíbrio na nova casa jornalística.
O Brasil registrou mais de 700 mil óbitos por Covid-19 entre março de 2020 e março de 2023. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia global oficialmente no dia 11 de março de 2020.
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