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Entenda o que levou Zé Felipe a usar "chip" de testosterona; especialista detalha sintomas e tratamento

Ana Souza com supervisão de Nathalia Ferreira / Redação RedeTV!

Diagnóstico do cantor levanta debate sobre impacto do estresse na saúde masculina

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O cantor Zé Felipe revelou que iniciou um tratamento de reposição hormonal após ser diagnosticado com baixa testosterona, quadro que, segundo ele, provocava indisposição e falta de energia. No último sábado (14), o artista associou a alteração a níveis elevados de cortisol e relatou mudanças imediatas após o uso de um implante hormonal. “Meti um chip de testosterona, tô é pronto. Fora a energia, gás, vontade de viver…”, disse, ao comentar os efeitos percebidos.

O caso do sertanejo levantou uma discussão sobre a queda de testosterona antes dos 40 anos. Em entrevista ao portal RedeTV!, a endocrinologista Fernanda Parra explica que o hormônio é essencial para diversas funções do organismo masculino. Sua redução pode causar sintomas como cansaço, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal, alterações de humor e dificuldade de concentração.

Segundo a médica, os sinais podem variar conforme a idade. Em homens mais jovens, a queda costuma ser mais perceptível na energia, no humor e no desempenho sexual. Já em pacientes mais velhos, os sintomas tendem a aparecer de forma gradual, muitas vezes confundidos com o próprio envelhecimento.

“Nos homens mais jovens, a queda de testosterona geralmente não é 'natural', e sim consequência de fatores externos ou condições clínicas. Entre as principais causas estão obesidade, sedentarismo, distúrbios do sono (como apneia), estresse crônico, uso de medicamentos e alterações hormonais", explicou a profissional.

O estilo de vida tem papel decisivo nesse cenário. Privação de sono, excesso de álcool e estresse constante impactam diretamente a produção hormonal. A médica ainda faz um alerta importante sobre o uso de anabolizantes, que pode inibir a produção natural de testosterona e provocar uma queda significativa após a interrupção.

Entre os principais sinais de alerta estão queda da libido, fadiga persistente, irritabilidade, desânimo e aumento de gordura abdominal. Nesses casos, a recomendação é buscar avaliação médica. O diagnóstico é feito com base na combinação de sintomas e exames laboratoriais, especialmente a dosagem de testosterona no sangue.

A especialista ressalta que a reposição hormonal não deve ser feita por conta própria. “Não se trata apenas de corrigir um número, mas de tratar um quadro clínico conforme a causa”, pontua. Em muitos casos, principalmente entre homens jovens, a condição pode ser revertida com mudanças no estilo de vida, como melhora do sono, prática de atividade física e redução do estresse.

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