"Me perdoem, eu errei": Solange Couto propõe reconciliação com Ana Paula Renault
Publicada:09/04/2026 11:32:00
Redação RedeTV!
Artista relatou incômodo com câmeras e microfones até em momentos íntimos no banheiro

(Foto: Reprodução/Instagram)
Solange Couto detalhou o desgaste psicológico e a falta de privacidade enfrentados durante sua participação no Big Brother Brasil. A artista relatou dificuldades na convivência diária e analisou sua postura em relação a polêmicas envolvendo outros participantes do reality show da TV Globo em entrevista á Quem publicada nesta quinta-feira (9).
A veterana destacou o incômodo constante com o monitoramento por áudio e vídeo em momentos íntimos da rotina. A exposição atinge inclusive o uso das instalações sanitárias dentro da casa.
"Você tem que acordar e dormir com o microfone no seu corpo. Você vai ao banheiro, inclusive, e o microfone capta qualquer tipo de som. Você tem uma câmera no teto que não pega o seu corpo; se você estiver no vaso sanitário, a partir do seu pé para frente, todo o ambiente é visto, então você sabe disso. Se você der meio passo para frente, quando se levanta ou até ao erguer a roupa, você está exposto", conta.
A profissional descreveu que o ambiente coletivo potencializa irritações com hábitos alheios e ruídos noturnos. Divergências sobre a organização da cozinha e a limpeza dos cômodos também geram atritos entre os confinados.
"Você dorme com pessoas, você sente energia, escuta ronco, escuta pessoas que falam, pessoas que se ninam esfregando o pé. Então, o ruído do lençol, uma coisa que esfrega, esfrega, esfrega… aquilo incomoda no teu ouvido. A pessoa que lava uma panela e raspa com a colher, e você sabe que vai estragar. A louça que fica suja na pia, quando você gosta de pia limpa, quando no seu costume não se deve deixar louça com resto de comida, porque a energia não é boa, porque entope a pia, porque o prato tem que ser limpo na lixeira. Quando deixam as almofadas bagunçadas, quando levantam e deixam a cama desarrumada", desabafa.
Couto ressaltou que as diferenças geracionais e de costumes provocam ruídos de comunicação frequentes. Para ela, a dinâmica do jogo subverte todos os hábitos prévios dos indivíduos selecionados para o programa.
"E aí existem falas... Você dá 'bom dia' e a pessoa não responde, ou você está escovando o dente e alguém fala alguma coisa e você não consegue responder; você vai comer e alguém fez a comida e não está legal, ou está salgada, ou sem sal, ou sem alho nenhum. Ou você faz a comida do seu jeito para todos e sempre tem alguém para dizer que ninguém te pediu para cozinhar. Aí você lava o banheiro, ou não lava porque está cozinhando, e alguém diz que todo mundo já lavou, menos você, mas essa pessoa comeu a comida que você fez todos os dias. Então, essa convivência, as opiniões, as conversas… Uns não sabem direito o que certas coisas querem dizer por serem jovens demais, e outros não sabem também por serem mais velhos. Existem palavras, gírias, novidades que um não consegue entender o que o outro está falando, e pode haver mal-entendidos por conta disso. Então, tudo é muito difícil", enumera.
Sobre as críticas recebidas por declarações polêmicas feitas durante o confinamento, a ex-participante afirmou estar disposta a selar a paz. O foco da reconciliação seriam as rivais de jogo Ana Paula Renault e Milena.
"Se eu sentir reciprocidade no olhar, vou me aproximar e vou dizer, simplesmente, não vou falar quatro, cinco, dez palavras, vou dizer: 'Me desculpe, você aceita um aperto de mão ou um abraço?'. Mas, se eu sentir deboche, resistência ou qualquer gesto nesse sentido, vou me manter na minha posição, porque já pedi desculpas, tenho pedido e não me nego. Vou pedir quantas vezes for preciso. Me perdoem, eu errei", conta.
A entrevistada reforçou que o reconhecimento público de suas falhas faz parte de um processo de aprendizado pessoal. Ela ponderou, no entanto, que o reencontro depende da abertura das outras envolvidas.
"Admitir o erro é a melhor forma de as pessoas entenderem que eu entendi, compreendi e estou aprendendo, na minha idade, essa coisa de pedir desculpas e reconhecer. Agora, não adianta eu querer pedir desculpas diretamente a uma ou duas pessoas se elas não estiverem predispostas a receber. A minha parte eu vou cumprir. Se vai ser bem recebido ou não, eu já fiz a minha", acrescenta.
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