Assédio eleitoral no trabalho: órgãos lançam canais de denúncia
Redação/ RedeTV!Justiça do Trabalho contabilizou 738 processos sobre o tema entre 2023 e 2026
(Fonte: Divulgação/ TSE )
A Justiça Eleitoral iniciou uma campanha nacional de combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho em parceria com a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho. A iniciativa visa conscientizar o cidadão sobre o direito ao voto livre e coibir pressões exercidas no âmbito laboral.
Durante o pleito de 2024, a mobilização teve início 45 dias antes do primeiro turno. Levantamentos da Justiça do Trabalho indicam o registro de 738 processos relacionados ao tema entre os anos de 2023 e 2026.
As denúncias podem ser apresentadas por meio da página institucional "No meu voto mando eu", do Tribunal Superior do Trabalho, ou junto às unidades do Ministério Público do Trabalho. O órgão disponibiliza canais presenciais e digitais, garantindo o anonimato dos notificantes.
Conforme explica o procurador do Trabalho Igor Gonçalves, a prática ilegal ocorre no setor privado e na administração pública quando relações de poder são utilizadas para interferir na escolha dos eleitores.
"No setor privado, pode partir do empregador, superiores hierárquicos e até de colegas. No serviço público, pode envolver gestores e agentes públicos pressionando servidores, terceirizados ou contratados. O ponto central é o mesmo: ninguém pode usar o trabalho, o salário, o cargo, a relação de poder decorrente dessa relação de trabalho, para influenciar o voto de ninguém", diz Gonçalves.
O procurador ressalta que a veiculação de propaganda ou pesquisas em canais institucionais por colegas também configura irregularidade. A legislação proíbe ainda a obrigatoriedade de participação em atos de campanha e a realização de reuniões com candidatos nas dependências das empresas.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para entrar no nosso canal de notícias no WhatsApp
