27/05/2026 14:35:00 - Atualizado em 27/05/2026 14:35:00

Namorado é condenado por forçar companheira a lamber vasos sanitários e se relacionar com 480 homens

Redação RedeTV!

Vítima relatou sete anos de agressões contínuas e exploração sob ameaças de morte

(Foto: Reprodução/ X)

O tribunal de Assizes de Digne-les-Bains, na França, condenou o banqueiro Guillaume Bucci, de 51 anos, a 25 anos de prisão por crimes de tortura e estupro contra sua ex-companheira. A decisão judicial estabelece um período de segurança de dois terços da pena antes de qualquer pedido de progressão para o regime condicional.

O agressor também teve o nome incluído no registro nacional de criminosos sexuais e perdeu o poder parental. A vítima, Laetitia R., de 42 anos e mãe de quatro filhos, sofreu espancamentos, humilhações diárias e práticas sexuais extremas entre os anos de 2015 e 2022.

A francesa relatou que as agressões ocorriam sob um regime de controle em que foi tratada como escrava. Ela declarou que foi forçada a manter relações sexuais com cerca de 500 homens, incluindo amigos, colegas e desconhecidos do criminoso.

"Aos poucos, eu sentia que estava morrendo por dentro. A cada prática imposta, uma parte de mim se quebrava para sempre", testemunhou ela entre lágrimas, segundo o 'Telegraph'.

Os abusos começaram na véspera de Natal de 2015 em um posto de gasolina na rodovia, sob monitoramento telefônico do condenado. Diferente de outros casos de repercussão no país, o homem mantinha a parceira consciente durante os atos.

"Ele disse que eu precisava perceber o que estava acontecendo comigo", disse Laetitia à 'TF1'.

A vítima afirmou ter se inspirado no caso de Gisèle Pelicot para denunciar as violências às autoridades. As investigações apontaram que os abusos continuaram inclusive dias após o nascimento da filha do casal.

"Parei de contar quando cheguei a 487 homens, alguns dos quais eu tinha visto até 10 vezes", desabafou ela sobre os homens, que incluíam "amigos, colegas e desconhecidos".

Mensagens de texto anexadas ao processo comprovam que o réu enviava ameaças de morte caso as ordens não fossem cumpridas. Ele admitiu atos como estrangulamento, bestialidade e queimaduras durante o julgamento.

A defesa alegou que as práticas se tratavam de jogos sexuais consensuais. O réu argumentou em depoimento que não considerava estar machucando a ex-companheira.

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