22/05/2026 09:53:00 - Atualizado em 22/05/2026 09:54:00

Deolane Bezerra é transferida para presídio no interior de São Paulo

Redação RedeTV!

Audiência de custódia manteve a prisão preventiva da suspeita na quinta-feira (21)

(Foto: Reprodução)

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi transferida neste sexta-feira (22), para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior de São Paulo. A informação sobre a movimentação da detenta foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves.

A investigada deixou a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista, por volta das 5h. O deslocamento ocorreu após uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil prender a suspeita em sua residência em Alphaville, no município de Barueri.

De acordo com o inquérito, a profissional do direito é apontada como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A polícia afirma que contas ligadas à investigada operavam para movimentar recursos financeiros da facção criminosa e dificultar o rastreamento dos valores.

Antes de iniciar o trajeto para a nova unidade prisional, Bezerra declarou que “a Justiça vai ser feita”. A manifestação ocorreu no momento em que ela deixava a sede da Polícia Civil, na região central da capital.

A Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora durante audiência de custódia realizada na tarde da última da quinta-feira (21). Em nota oficial, a defesa da advogada ressaltou a inocência e afirmou que "os fatos serão devidamente esclarecidos por esta".

O atual destino da detenta possui capacidade nominal para 714 presas, mas abriga atualmente uma população de 873 mulheres. A previsão da polícia era de que a chegada ao estabelecimento do interior paulista ocorresse por volta das 12h.

Antes da transferência, a custodiada passou a noite em uma unidade que também opera em condições de superlotação, com 2.825 presas para 2.686 vagas. O prédio de Santana fica situado no Carandiru, a menos de 500 metros do terreno do antigo complexo prisional extinto após o massacre de 1992.

A investigação policial aponta que o esquema bilionário de lavagem de dinheiro utilizava a projeção pública da suspeita para ocultar a origem ilícita dos valores. O dinheiro da facção era integrado à economia formal com a compra de bens luxuosos, incluindo veículos das marcas Ferrari e Porsche.

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