25/08/2026 17:51:00 - Atualizado em 25/08/2026 17:52:00

'Eu quero ela': PMs de folga são presos por roubo e estupro na Zona Leste de SP

Redação/ RedeTV!

Suspeitos usaram carro próprio para render o grupo na região da Avenida Itaquera 

(Fonte:Reprodução ) 

Os policiais militares Victor Miguel Sebastiao da Silva e Willian Santana Santos foram presos em flagrante na segunda-feira (24), sob a suspeita de roubarem três jovens e estuprarem uma adolescente de 17 anos na região da Avenida Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.

O caso teve início quando as três vítimas aceitaram a carona dos dois agentes, que estavam de folga em um veículo Volkswagen Fox cinza. Durante o trajeto, os suspeitos usaram armas de fogo para anunciar o assalto e impedir a saída dos passageiros.

Segundo o depoimento de uma das vítimas à Polícia Civil, o motorista conduziu o automóvel até uma área de mata perto de um lixão, no Parque Jacuí/Pantanal, onde ordenou a desembarque do grupo.

"Primeiro saiu nós três e depois ele falou: 'eu quero ela'. E apontou para a minha amiga", contou.

O agente de folga retornou ao veículo com a adolescente e a transportou para outro ponto da região. Enquanto isso, o segundo policial permaneceu na área de mata mantendo as outras duas pessoas sob ameaça armada.

"Você está achando que só o meu amigo está armado? Eu também estou", teria dito o agente, segundo a vítima.

Após o abandono das vítimas no local, os jovens conseguiram acionar uma viatura militar para pedir socorro. A verificação do boletim de ocorrência identificou o carro utilizado no crime e levou à localização do proprietário, que assumiria o plantão matutino.

O comandante da companhia apresentou os dois acusados no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa. Na unidade, as vítimas realizaram o reconhecimento pessoal e indicaram um dos PMs como coautor do roubo e o outro como autor do assalto e da violência sexual.

A prisão em flagrante foi formalizada na presença de um oficial da Corregedoria da Polícia Militar. Em nota, a defesa do agente Willian informou que "adotará todas as medidas jurídicas cabíveis provar a sua inocência" e que "por respeito ao sigilo e à estratégia de defesa, neste momento, não serão prestados outros esclarecimentos acerca do caso".

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Militar não tolera desvios de conduta e que o caso é investigado por Inquérito Policial Militar e pela Polícia Civil.

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